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MPT abre investigação para apurar condições de trabalho em fábrica que pegou fogo no Rio

Funcionários relatam que dormiam no local de segunda a sexta-feira e trabalhavam de madrugada; confecção funcionava 24 horas por dia

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Quatro pessoas que estavam dentro do prédio foram salvos do fogo ao se refugiarem na parte externa de uma das janelas. • Fotos: Diana Rogers | Reprodução

O Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ) instaurou uma apuração preliminar para investigar as condições de trabalho em uma fábrica de fantasias de Carnaval que pegou fogo na manhã desta quarta-feira (12), deixando 21 feridos, entre eles 10 em estado grave.

Em nota à Itatiaia, o órgão confirmou que autuou uma Notícia de Fato - procedimento que considerado o ponto de partida de uma investigação - com caráter de urgência.

Funcionários dormiam na fábrica

Trabalhadores ouvidos pela reportagem contam que a Maximus Confecções funcionava 24 horas por dia e que seus funcionários dormiam no local de segunda a sexta-feira (12).

Para dar conta de fabricar todas as fantasias e camisetas que seriam usadas pelas agremiações durante a festa, a fábrica ampliava a produção nos meses mais próximos do Carnaval.

Fábrica irregular

O Corpo de Bombeiros afirmou que a fábrica estava com documentação irregular, além de um registro da Receita Federal que afirma que a Maximus Confecções está inapta a funcionar. Conforme o documento, o local se encontra nessa situação desde outubro de 2023 por motivo de omissão de declarações.

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.

 

 

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