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MP solicita aumento de pena a condenados por injúria racial ao humorista Eddy Junior

Para os promotores, a decisão não levou em consideração o impacto psicológico a Eddy Junior, que precisou mudar de residência devido ao assédio constante

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Justiça determina que aposentada que fez ataques racistas contra Eddy Júnior deixe prédio onde mora em SP. • Reprodução / Redes Sociais

O Ministério Público do Estado de São Paulo entrou nessa sexta-feira (7) com recurso para aumentar as penas impostas a Elisabeth Morrone, de 71 anos e seu filho, Marcos Vinicius Morrone Sartori.

Os dois foram condenados por ameaça e injúria racial pelos ataques cometidos contra o músico e humorista Eddy Junior. A mulher de 71 anos recebeu a pena de 1 ano e 2 meses de reclusão e o filho de 1 mês e 5 dias, em regime aberto.

O MPSP argumenta que a decisão não levou em consideração o impacto psicológico na vítima, Eddy Junior precisou mudar de residência devido ao assédio constante.

A promotora Natália Rosalem Cardoso requer ainda que a Justiça fixe um valor mínimo para reparação dos danos morais causados pela ré condenada por injúria. O pedido fundamenta-se no princípio da individualização da pena e na necessidade de garantir justiça à vítima.

Relembre o caso

Entre setembro e outubro de 2022, Eddy Junior passou a ser atacado por vizinhos de condomínio.

De acordo com as investigações, a ré proferiu ofensas racistas contra o humorista, enquanto o réu chegou a ameaçá-lo portando uma faca e desferindo chutes em sua porta.

As agressões verbais e intimidações ocorreram em diversas ocasiões, sendo registradas por câmeras de segurança e testemunhas.

Em um vídeo, divulgado pelo cantor, a mulher se recusa a subir no mesmo elevador que ele.