Megaoperação no RJ: chefes do Comando Vermelho são transferidos para presídios federais
Com a nova operação, o Rio de Janeiro passa a ter 66 presos de alta periculosidade sob custódia federal; transferências foram coordenadas pela Polícia Penal Federal

A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça, confirmou nesta quarta-feira (12) a transferência de sete lideranças do Comando Vermelho do Rio de Janeiro para presídios federais de segurança máxima. A operação foi executada pela Polícia Penal Federal, em cooperação com autoridades fluminenses, sob um esquema rigoroso de segurança.
A medida ocorre após a megaoperação do estado fluminense contra a presença do comando nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. A ação resultou na morte de 121 pessoas - sendo quatro policiais.
A transferência foi autorizada pela Justiça do Rio de Janeiro e envolve alguns dos criminosos mais perigosos do estado, todos com longas penas de prisão. São eles:
- Roberto de Souza Brito (Irmão Metralha) – condenado a mais de 50 anos;
- Arnaldo da Silva Dias (Naldinho) – mais de 80 anos;
- Alexander de Jesus Carlos (Choque ou Coroa) – mais de 30 anos;
- Marco Antônio Pereira Firmino (My Thor) – mais de 35 anos;
- Fabrício de Melo de Jesus (Bichinho) – mais de 65 anos;
- Carlos Vinícius Lírio da Silva (Cabeça de Sabão) – mais de 60 anos;
- Eliezer Miranda Joaquim (Criam) – mais de 100 anos de prisão.
Segundo a Senappen, o sistema penitenciário federal adota os mais altos padrões de segurança do país. Cada preso ocupa cela individual, permanece 22 horas por dia em isolamento e é monitorado permanentemente por policiais penais federais e câmeras de vigilância.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



