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Médico e ex-vereador que usou produto vencido que matou paciente volta a ser preso no RJ

Nova operação da PC e pedido de prisão foi expedido após médico e ex-vereador descumprir medidas restritivas

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A Polícia Civil novamente o médico e ex-vereador de São Gonçalo Armando Marins.
A Polícia Civil novamente o médico e ex-vereador de São Gonçalo Armando Marins. • Divulgação | Polícia Civil do Rio de Janeiro | Redes Sociais

Foi preso novamente nesta sexta-feira (23), o médico e ex-vereador de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, investigado pela morte de uma paciente. Durante a operação da Polícia Civil da 78ª DP (Fonseca), o administrador da empresa Alexandre Suares Madureira não foi encontrado e é considerado foragido.

De acordo com os agentes, os dois investigados descumpriram medidas cautelares que haviam sido impostas pela Justiça, como proibição de se aproximar da clínica e proibição de manter contato e aproximação com todos os funcionários e ex-funcionários.

Marins foi preso em um prédio em Teresópolis, na Região Serrana. Conforme a polícia, a clínica havia sido reaberta, o que foi comprovado pelos policiais que foram até o local, em São Gonçalo, e constataram irregularidades, como mais medicamentos vencidos.

As investigações tiveram início quando a paciente morreu após um procedimento estético para tratamento de varizes. Agora Marins e Suares respondem por homicídio por crimes contra as relações de consumo.

Segundo os agentes, há indícios de que o procedimento foi realizado com o uso de medicamento vencido e possivelmente violado, o que teria causado infecção generalizada, levando à morte da vítima.

Preso na última sexta-feira (16)

Marins havia sido preso na última sexta-feira (16) após diversos produtos vencidos serem encontrados na clínica onde trabalha. O local foi interditado. Porém, o médico acabou sendo solto na audiência de custódia, mas com medidas restritivas, entre elas de não se aproximar da empresa.

No dia 15 de maio, a primeira operação foi deflagrada contra os alvos e eles foram autuados em flagrante por vender, ter em depósito para vender ou expor à venda, ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadoria, em condições impróprias ao consumo.

Além da apuração do caso, a distrital também investiga se o médico e o funcionário teriam tentado enganar a Polícia Civil fraudando prontuários médicos.

A nova operação surgiu após uma denúncia de que a clínica estaria funcionando normalmente.

A morte da paciente

Priscilla dos Santos Nascimento tinha 42 anos e morreu em março após se submeter a um procedimento contra varizes conduzido por Marins. Segundo a família da vítima, ela teria gastado R$ 3 mil, entre consultas e aplicações.

Após sentir fortes dores, Priscilla precisou ser internada e o médico escreveu em seu laudo que a paciente entrou com falta de ar, crise hipertensiva, amidalite, tosse seca e inchaço nas pernas e o caso foi tratado como infecção generalizada.

Priscila dos Santos Nascimento, que morreu após a cirurgia.

Agora a polícia apura se Marins tinha permissão para realizar procedimentos no consultório, já que nas redes sociais se apresentava como endocrinologista e no Conselho Federal de Medicina, Marins não tem nenhuma especialização.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.

 

 

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