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Marcação de bovinos 'com fogo' deixa de ser obrigatória no estado de SP

Os animais vacinados passarão a ser identificados por um botton colocado na orelha

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O modelo alternativo de identificação é o primeiro do país aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária • Governo de SP

O Governo de São Paulo tirou a obrigatoriedade da marcação a fogo de bovinos vacinados. A mudança foi publicada na edição desta segunda-feira (21), do Diário Oficial, e aplicam-se a animais vacinados contra brucelose de fêmeas bovinas e bubalinas de três a oito meses de idade. Com isso, os animais vacinados poderão ser identificados por um botton colocado na orelha.

De acordo com o governo o modelo alternativo de identificação é o primeiro do país aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A iniciativa é da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

“Trata-se de um pacote de medidas que priorizam todos os envolvidos na vacinação contra a brucelose, visando o controle e posteriormente a erradicação dessa zoonose”, comenta Luiz Henrique Barrochelo, médico veterinário e coordenador da Defesa Agropecuária.

Novos prazos para vacinação

A partir de agora, o calendário para vacinação de bovinos e bubalinos será em dois períodos: do dia 1º de janeiro a 30 de junho do ano corrente; do dia 1º de julho até o dia 31 de dezembro. A campanha faz parte do Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PECEBT).

O produtor que não vacinar seu rebanho dentro do prazo estabelecido terá a movimentação dos bovídeos da propriedade suspensa até que a regularização seja feita junto às unidades da Defesa Agropecuária.

Desburocratização da declaração

A declaração de vacinação pelo proprietário ou responsável pelos animais não é mais necessária. Para validar a imunização dos animais, o médico veterinário responsável só precisará cadastrar o atestado de vacinação no GEDAVE, que é o sistema informatizado de gestão de defesa animal e vegetal. O cadastro precisa ser feito em até quatro dias a contar da data da vacinação.