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Lipedema ou obesidade? Especialista aponta diferenças entre os quadros

Acúmulo excessivo de gordura nos membros inferiores é um dos principais sintomas da primeira doença

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Lipedema ou obesidade? Especialista aponta diferenças entre os quadros
Com mais da metade da população adulta dos países da OCDE com sobrepeso ou obesidade, a descoberta pode abrir caminho para novas abordagens terapêuticas • CNN Brasil

Podendo ser confundido com a obesidade, o acúmulo excessivo de gordura em partes específicas do corpo, especialmente membros inferiores, é conhecido como lipedema.

A doença vascular crônica tem origem hormonal e acomete, principalmente, as mulheres durante a puberdade, gravidez ou menopausa, segundo informações da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular de São Paulo (SBACV-SP).

“Os sintomas mais frequentes são desconforto local, equimoses frequentes, sensação de cansaço e inchaço nas pernas, além do incômodo estético”, explica a cirurgiã vascular Cynthia de Almeida Mendes, especialista do Hospital Israelita Albert Einstein.

A médica explica que, embora a condição possa ser confundida com a obesidade, no lipedema a gordura é mais localizada, além de “pacientes com lipedema tenderem a apresentar dificuldade no emagrecimento das pernas, mesmo realizando dieta. Elas geralmente apresentam tronco fino e pernas mais grossas”.

Somado ao fator hormonal, a condição também está relacionada ao quesito hereditário — o que significa que é comum pessoas da mesma família desenvolverem a doença.

O lipedema é classificado em cinco tipos, de acordo com a SBACV-SP:

  • Tipo I: acometimento do umbigo até os quadris;

  • Tipo II: acometimento até os joelhos com presença de tecido gorduroso na parte lateral e inferior dos joelhos;

  • Tipo III: acometimento até os tornozelos com formação de “manguito” de gordura logo acima dos pés;

  • Tipo IV: acometimento dos braços. Bastante associado aos tipos II e III;

  • Tipo V: apenas do joelho para baixo.

O diagnóstico do lipedema é clínico, realizado pela avaliação do médico. Embora não tenha cura, o tratamento da doença pode amenizar os sintomas, afirma Cynthia.

“O tratamento clínico com dieta, perda de peso, atividade física regular e drenagem linfática deve ser a preferência para casos iniciais. A cirurgia (lipoaspiração) normalmente é reservada para estágios mais avançados da doença ou que não respondem adequadamente ao tratamento clínico”, descreve.

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