Justiça decide levar motorista de Porsche a júri popular por homicídio e lesão corporal
O empresário e estudante Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, bateu um Porsche avaliado em R$ 1 milhão em um Renault Sandero na madrugada do dia 31 de março

O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, 24, que se tornou réu por causar a morte do motorista de aplicativo Ornaldo Silva Viana, 52, vai a júri popular. A decisão, do Tribunal de Justiça de São Paulo, foi publicada nesse sábado (28).
O julgamento deve ocorrer no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. Contudo, a data ainda não foi confirmada. Fernando é acusado de homicídio por dolo eventual —ter assumido o risco de matar— e lesão corporal gravíssima, por ferir seu amigo que estava no carro. As penas somadas podem chegar a 30 anos.
Empresário bate, mata motorista de aplicativo e foge
O empresário e estudante Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, bateu um Porsche avaliado em R$ 1 milhão em um Renault Sandero na madrugada do dia 31 de março, em uma avenida de Tatuapé, na zona Leste de São Paulo. Segundo o boletim da ocorrência, o motorista da Porsche, identificado como Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, estava acima da velocidade máxima da via, que é de 50 km/h.
Após o acidente, a mãe do motorista foi até o local e afirmou que levaria o filho a um hospital no Ibirapuera porque ele estava com um ferimento na boca. Os militares acabaram liberando Fernando e ele foi embora com a mãe. Porém, ao chegarem no hospital para colher a versão do motorista e fazer o teste do bafômetro, eles foram informados que o homem não havia dado entrada em nenhum hospital da rede.
O motorista de aplicativo que pilotava o Renault, Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, chegou a ser socorrido pelos bombeiros com um quadro de parada cardiorrespiratória, mas morreu logo depois de dar entrada em um hospital de Tatuapé. Ornaldo estava sozinho no momento do acidente.
A Polícia Militar tentou entrar em contato com o empresário que pilotava o Porsche pelo telefone, mas não obteve sucesso. Ele se apresentou em uma delegacia no dia seguinte ao acidente, acompanhado de um advogado, e foi liberado após prestar depoimento.
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