Justiça de São Paulo manda soltar PM suspeito de matar trabalhador negro por engano
Guilherme corria atrás de um ônibus após sair do trabalho quando foi atingido com um tiro na cabeça

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu, nesta quinta-feira (29), soltar Fabio Anderson Pereira de Almeida, o policial suspeito de matar o marceneiro Guilherme Dias Santos Ferreira, depois de confundi-lo com um assaltante. Ele estava preso preventivamente desde julho deste ano e agora passa a responder em liberdade, após habeas corpus concedido nessa quarta-feira (27).
Ele também concordou que não há motivos para que Fabio esteja preso. "O paciente não representa risco à sociedade, pois não se dedica à atividade criminosa, sendo este caso, como já dito, isolado em sua vida", diz.
Relembre o caso
Em julho deste ano, Guilherme corria atrás de um ônibus para voltar para casa depois do trabalho, quando foi atingido por três disparos de arma de fogo. Um deles atingiu a cabeça da vítima, que morreu na hora.
O policial alega ter confundido o marceneiro com um assaltante, que o abordou momentos antes. Fabio estava de folga e pilotava sua moto quando foi abordado por suspeitos, que tentaram roubar o automóvel. O PM foi preso em flagrante e liberado depois de pagar fiança de R$ 6,5 mil.
Segundo o boletim de ocorrência, foram encontrados com a vítima carteira, celular, remédios, marmita, talheres, itens de higiene e uma Bíblia Sagrada. Não havia nenhuma arma de fogo. Guilherme deixou a esposa, Stephanie dos Santos Ferreira Dias, que atribuiu a morte do marido ao racismo estrutural da sociedade.
Com supervisão de Edu Oliveira
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



