Belo Horizonte
Itatiaia

Ipam e Banco Mundial lançam plataforma sobre desmatamento na Amazônia

Análise dos dados compreende o período de 1999 a 2022

Por
Entre janeiro e abril deste ano, 1.203 km² foram desmatados
A região amazônica registrou redução florestal absoluta de 3,6 mil km² no intervalo anual • Marcelo Camargo / Agência Brasil

Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) lançaram hoje (30) uma plataforma que faz previsões sobre o risco de desmatamento na Amazônia Legal e pode servir para nortear políticas de proteção às florestas. O projeto resulta de uma parceria com o Banco Mundial.

A equipe de especialistas possibilita que se visualize um conjunto de cenários que pode se consolidar ou não a partir de determinados fatores econômicos ou de decisões de autoridades governamentais. Para se gerar uma média do nível de desmatamento, o ponto de partida de análise foram dados de 1999 a 2022. Desse modo, conseguiu-se fazer uma previsão do que se pode esperar para os anos de 2023, 2024 e 2025.

A pesquisadora Rafaella Silvestrini, uma das coautoras do estudo, destaca um recrudescimento em certas regiões, em relação ao desmatamento. Uma delas é o sul do Amazonas e a outra, a Amacro (acrônimo que faz referência aos estados do Amazonas, Acre e Rondônia). "Desde 2017, 2018, percebe-se um aumento do desmatamento", acrescenta.

Para Fleischhaker, uma das saídas para haver crescimento de setores econômicos sem que isso signifique a desproteção florestal é o aproveitamento de "terras em uso ineficiente, improdutivo". "A floresta não tem muito impacto sobre a macroeconomia, mas o inverso, sim. As coisas que acontecem longe da floresta ainda têm impacto na floresta", afirma.

Por

A Agência Brasil, fonte oficial de notícias do Governo Federal, oferece acesso gratuito e imediato às últimas informações sobre os principais acontecimentos no Brasil e no mundo.