Homem é suspeito de matar noiva a facadas uma semana após pedi-la em casamento
Vídeos mostra momento em que o suspeito de assassinar Ketilly Soares de Souza, de 33 anos, se emociona ao pedi-la em casamento

Ketilly Soares de Souza, de 33 anos, foi morta a facadas pelo noivo uma semana após ter sido pedida em casamento por ele. O crime aconteceu no domingo (9), em Rio Branco, no Acre, e a vítima e o suspeito ficaram noivos no último domingo (2).
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O pedido de casamento aconteceu em uma igreja evangélica e fiéis gravaram o momento. As gravações mostram tanto Simey Menezes Costas, o suspeito do assassinato, e Ketilly Soares de Souza felizes. "Você aceita ser minha noiva na alegria e na dor?", perguntou.
O crime
Simey Menezes é procurado desde domingo (9), quando a família de Ketilly a encontrou morta no chão da casa onde o casal vivia. Ela tinha mais de 10 marcas de facadas pelo corpo.
Conhecido na região onde aconteceu o crime, Menezes já foi proprietário de uma oficina de bicicleta e fazia parte de grupos de ciclistas de Rio Branco. Ao G1, uma amiga de Ketilly afirmou que a vítima costumava ser muito alegre, ela tinha uma filha de outro relacionamento e trabalhava em uma loja de bolos.
A Polícia Militar informou que o casal se mudou para casa onde Ketilly foi encontrada morta há um mês. Na manhã de domingo (9), ao não conseguir entrar em contato com a vítima, a família dela foi até a residência e a encontrou morta.
No local do crime, policiais encontraram uma faca tipo peixeira, considerada a arma do crime. Segundo o coordenador da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, Pedro Paulo Buzolin, havia sinais de luta na casa. Ele também explicou que os familiares e amigos da vítima não informaram Ketilly e Simey tinham um relacionamento conturbado.
"Pelo indicativo da quantidade de lesões, leva a crer que foi um crime motivado por algum sentimento. Precisamos esperar a perícia, o laudo não foi concluído, mas, pelas imagens, supera dez facadas. Demonstra que havia um sentimento de raiva, algum sentimento motivou o crime", afirmou Buzolin.
Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento



