Greve de professores deixa alunos de escolas municipais e creches sem aulas em SP
Movimento de servidores públicos reivindica reajuste salarial

A greve de servidores públicos municipais de São Paulo, que tem adesão de professores, deixa alunos sem aulas em escolas e creches. A paralisação começou na sexta-feira (8), após ser aprovada em ato em frente à Câmara Municipal, e será por tempo indeterminado.
Em algumas escolas, alunos chegaram ao quinto dia sem aulas. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, a paralisação atinge 3,4% dos cerca de 3,8 mil estabelecimentos municipais de ensino da capital paulista. O balanço informado nesta quinta-feira (14) conta com dados da quarta-feira (13).
Os funcionários públicos reivindicam reajuste salarial acima do proposto pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), de 2,16%. No caso dos professores, o pedido é de reajuste de 39% nos salários. A categoria também diz que há falta de professores e de pessoal nas escolas.
"O movimento que os profissionais de educação realizam por valorização remuneratória, manutenção dos direitos de carreiras, contra a política de transformação dos salários em subsídio, pelo fim do confisco previdenciário e por melhoria das condições de trabalho e funcionamento das escolas é, em essência, em defesa dos direitos da população usuária e da escola pública", diz trecho de um carta aberta à população divulgada pela Coordenação das Entidades Sindicais Específicas da Educação Municipal (Coeduc).
Na quarta, os servidores - não apenas da educação - fizeram um protesto em frente à Prefeitura de São Paulo. Os organizadores disseram ter reunido cerca de 10 mil pessoas na manifestação. Um novo protesto está marcado para a terça-feira (19).
Em nota, a Secretaria de Educação disse lamentar que os "sindicatos se pautem por uma agenda político-partidária completamente desvinculada do compromisso com o atendimento das crianças ao serviço essencial que é a educação".
"Ainda está aberta uma mesa de negociação sobre a recomposição salarial para o ano de 2024", informou a secretaria. "Não há autorização para suspensão das atividades nas unidades educacionais. O atendimento aos estudantes é essencial para seu desenvolvimento, além de garantir a segurança alimentar com a distribuição de 2,3 milhões de refeições diárias", afirmou.
Ainda conforme a secretaria, as ausências não justificadas serão descontadas, de acordo com a legislação, e a pasta irá providenciar professores para atendimento dos estudantes.
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