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Ginecologista é afastado após ser denunciado por importunação sexual contra 16 pacientes

Ministério Público da Bahia afastou o ginecologista Elziro Gonçalves de Oliveira das atividades profissionais

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Operações foram realizadas pelo governo federal em parceria com os estados • Imagem Ilustrativa | Freepik

Um médico de 71 anos, o ginecologista Elziro Gonçalves de Oliveira foi afastado das atividades profissionais pela Justiça, segundo informou o Ministério Público da Bahia nesta quinta-feira (2). Ele foi indiciado em março pelo órgão por importunação sexual contra seis mulheres em Salvador, capital baiana.

O profissional permanecerá afastado das funções até a conclusão do processo judicial. A Polícia Civil chegou a instaurar 16 inquéritos contra o médico, destes 13 foram encaminhados pelo MP-BA, mas sete casos já estavam prescritos.

As vítimas de Oliveira afirmaram em entrevista à TV Bahia que o ginecologista fez comentários inapropriados, e em alguns casos, chegou a tocá-las de forma antiprofissional e sem luvas. Uma administradora de 43 anos foi a primeira a denunciar o médico, e, em seguida, outras mulheres também foram às autoridades para reportarem os assédios.

Em um dos casos, Oliveira teria questionado uma paciente por ela não ter trocado de roupa na frente dele. “Engraçado, né menina? Tem paciente que troca de roupa na minha frente. Você entrou no banheiro, ficou com vergonha, foi?”. Na mesma ocasião ele teria feito perguntas sobre o namorado da vítima. “Quantos centímetros tem o pênis do seu namorado? Porque não é qualquer homem que vai satisfazer você, não”, teria dito o médico.

Outra vítima contou que o ginecologista teria feito os seguintes comentários: “'Como é que uma mulher bonita e gostosa como você não tem namorado?','Você já fez sexo anal? 'Você sabe onde é o seu ponto G?', 'Você quer que eu te masturbe?'”. A paciente afirmou que não soube como reagir ao assédio e que ficou muda.

Em nota enviada ao G1, a defesa do ginecologista afirmou que não vai comentar o processo devido ao sigilo da investigação. Contudo, os representantes do médico negaram as acusações e afirmou que ele está à disposição das autoridades.

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Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento