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“Eu sou um monstro”, diz mãe acusada de matar filho no RS

Yasmin Vaz dos Santos Rodrigues admitiu que bateu no menino e ministrou uma dosagem excessiva de remédios, que teria causado a sua morte

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“Eu sou um monstro. Na verdade, eu sou muito monstro", disse a mãe de Miguel no primeiro dia de julgamento no RS. • Reprodução/ YouTube

Yasmin Vaz dos Santos Rodrigues, acusada de matar o filho Miguel dos Santos Rodrigues, ao lado da companheira Bruna Nathiele Porto da Rosa, disse que se considera “um monstro” no primeiro dia de julgamento. O caso aconteceu em 2021, na cidade de Imbé (RS), no litoral Norte do Estado.

“Eu sou um monstro. Na verdade, eu sou muito monstro. Porque, se eu estou aqui hoje, é porque eu errei pra caramba. Se eu tô aqui, tá todo mundo aqui, é porque eu fui péssima como mãe, como ser humano. Mas eu jamais imaginei que ela pudesse fazer isso”, afirmou.

O interrogatório do casal encerrou o primeiro dia do julgamento do caso nessa quinta-feira (4).

A mãe contou também que saiu de casa por uma hora, e quando retornou, Bruna estava debaixo da mesa deitada em posição fetal.

Quando chegou no quarto, percebeu que Miguel estava “roxo e duro”. Quando se deram conta que ele estava sem vida.

As duas resolveram se desfazer do corpo por achar que não acreditariam em morte acidental.

A madrasta pegou a mala e Yasmin vestiu a vítima e colocou o corpo dentro. A mala foi arremessada no Rio Tramandaí. Até hoje, o corpo de Miguel não foi encontrado.

Já Bruna, madrasta de Miguel, atualmente com 26 anos, negou ter participado do homicídio. No depoimento, ela admitiu que cometia violência psicológica contra a criança e que ajudou na ocultação de cadáver.

“Miguel era um empecilho para elas”

A primeira testemunha ouvida no tribunal, na manhã desta quarta-feira (4), foi o Delegado de Polícia Civil do RS, Antônio Carlos Ractz Júnior, que coordenou as investigações do caso.

Ele disse que Miguel foi vítima de intensa tortura física e psicológica por parte de sua mãe e madrasta. “Miguel era um empecilho para elas, era um peso”, afirmou o Delegado.

Segundo ele, o menino apanhava, ficava acorrentado dentro de um roupeiro e trancado em um poço de luz. Além disso, era forçado a escrever em um caderno frases que o depreciavam.

O policial acrescentou quo garoto recebia alimentação escassa, era dopado, quase não tinha brinquedos, nem roupas.

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