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Desembargador diz que 'mulheres assediam homens' em caso de assédio contra menina de 12 anos e é afastado

Magistrado votou contra o afastamento de um professor que estava assediando uma criança de 12 anos

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Divulgação | TJPR

O desembargador Luis Cesar de Paula Espíndola, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) foi afastado do cargo a partir desta quarta-feira (17) por decisão do corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão. Além disso, foi aberta uma reclamação disciplinar contra o magistrado após Espíndola fazer comentários de cunho machista durante um julgamento de um professor acusado de assédio contra uma aluna de 12 anos.

O afastamento será mantido até a decisão do procedimento ou até a deliberação do Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na primeira sessão ordinária de agosto.

"Se vossa excelência sair na rua hoje em dia, quem está assediando, quem está correndo atrás de homem são as mulheres, porque não tem homem. Esse mercado está bem diferente. Hoje em dia, o que existem são as mulheres loucas atrás dos homens, porque são muito poucos. É só sair a noite. [...] Mulherada tá louca atrás de homem, louca para levar uma piscada, uma cantada educada", comentou Espíndola durante o julgamento.

Diante das circunstâncias, Salomão condenou a conduta do magistrado e afirmou é inadmissível que o Estado-juiz, por meio dos integrantes, estimule, compactue ou seja omisso durante violações institucionais. “Não se pode aceitar que violações a direitos fundamentais ocorram no âmbito de um Poder que prima pela garantia desses mesmos direitos”, afirmou durante a decisão.

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Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento