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Derrite lamenta morte de motorista atingido em tiroteio em Guarulhos: 'vítima colateral do crime organizado'

Celso Araújo Sampaio de Novais, de 41 anos, foi um dos atingidos em um ataque a tiros no aeroporto de Guarulhos, em SP; alvo era o empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, morto no local

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O secretário de Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite, disse que a melhor resposta para a família do motorista de app será a prisão dos assassinos • Reprodução/Redes Sociais - Reprodução/CNN Brasil

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, lamentou a morte do motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais, de 41 anos, baleado durante um ataque a tiros no aeroporto de Guarulhos, na última sexta-feira (8).

O atentado tinha como alvo o empresário e corretor de imóveis Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, de 38 anos. Ele era suspeito de mandar matar dois integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e estava sendo ameaçado de morte pelo grupo criminoso.

"A gente lamenta muito. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo lamenta demais a morte do motorista de aplicativo. Infelizmente, o brasil vive essa situação hoje. Aqui em São Paulo, nós decidimos enfrentar esse maior problema, que é o crime organizado. A melhor resposta para a família é identificar o mais rápido possível e realizar a prisão, fazendo justiça contra os assassinos que levaram esse trabalhador a morte. Esse rapaz de 41 anos que estava lá trabalhando, trazendo o sustento para a sua família. A gente lamenta demais. Lamentavelmente, ele se torna uma vitima, um efeito colateral, da atuação do crime organizado", disse Derrite em coletiva de imprensa.

O caso

O empresário Antônio Vinicius Gritzbach foi assassinado a tiros no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, um dos maiores do país. Criminosos encapuzados saíram de um carro preto e executaram o empresário usando fuzis. Segundo o órgão, outras testemunhas estão sendo ouvidas pela Polícia Civil. Um carro, supostamente usado pelos atiradores, foi apreendido pela Polícia Militar.

A investigação também descobriu que quatro policiais militares faziam a escolta da vítima no momento do ataque. Eles tinham sido contratados para cuidar da segurança pessoal Gritzbach, que vinha sendo ameaçado pela facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC).

Apesar de terem sido contratados para fazer a escolta de Gritzbach, os agentes não conseguiram evitar a morte do corretor de imóveis. Os quatro foram afastados da corporação e são investigados pela Corregedoria da Polícia Militar.

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.