Cidade brasileira pode ser 'engolida' por várias crateras e sumir do mapa; entenda
Voçorocas que aumentam constantemente têm prejudicado a vida das pessoas que moram em Buriticupu

Moradores do município de Buriticupu, no estado do Maranhão, têm vivido preocupados porque a cidade está repleta de crateras que têm engolido pessoas e casas na região. Isso porque cada vez mais as voçorocas, nome dado a esse tipo de barranco, aumentam devido à força da chuva e ao desmatamento da vegetação que segura o solo no local.
Em 30 anos, aproximadamente 70 casas foram destruídas após o solo do local ceder e 'engoli-las'. Neste mesmo período, sete pessoas morreram e outras dezenas ficaram feridas ao serem arrastadas para esses barrancos em época de chuvas.
Em março do ano passado, a Defesa Civil Nacional foi ao município e declarou situação de calamidade pública devido à extensão das voçorocas e o aumento constante delas. Na mesma época, o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional afirmou que iria fornecer recursos e ações para resolver a situação.
Contudo, conforme alguns moradores, até o momento, foram feitas apenas ações para mitigar alguns problemas em regiões específicas e nenhuma ação para resolver o problema foi iniciada. Em nota ao G1, o Ministério informou que em fevereiro foi publicado um convênio para ações de recuperação em Buriticupu, no valor de R$ 11.220.347,48. A primeira parcela, no valor de R$ 3.366.104,24, foi repassada em março para a reconstrução de 89 Unidades Habitacionais no município, para abrigar as famílias em zona de risco.
Outras verbas também foram destinadas para o município, como a da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) que destinou R$ 687 mil para a região. O dinheiro deveria ser destinado à aquisição de materiais de assistência humanitária para as famílias desabrigadas, desalojadas e afetadas pelo avanço das crateras.
A prefeitura de Buriticupu foi procurada pelo G1, que não respondeu às demandas do portal. Contudo, anteriormente, a gestão informou que as verbas foram investidas na assistência emergencial e na construção de 89 casas populares para as famílias afetadas. As obras já foram licitadas e aguardam recursos federais.
Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento



