Chuva no RS: número de moradores afetados supera população de estados brasileiros
Veja alguns dos números impressionantes da tragédia no Rio Grande do Sul, divulgados pelo Governo do Estado

O número de moradores do Rio Grande do Sul afetados pelas fortes chuvas que atingem a região é superior à população de dois estados brasileiros. A informação consta na última atualização de dados, divulgada pelo Governo do Estado na tarde deste domingo (5). A tragédia já matou 75 pessoas, enquanto mais de 100 seguem desaparecidas.
De acordo com o Governo do Rio Grande do Sul, o pior desastre climático da história gaúcha já afetou quase 781 mil pessoas. O número é superior a população de pelo menos dois estados brasileiros, segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São eles: Roraima (733.508) e Amapá (636.303).
Números impressionante da tragédia no RS
Os dados divulgados pelo Governo do Estado trazem alguns números impressionante da tragédia no Rio Grande do Sul. Veja abaixo.
- 332 municípios afetados, número três vezes maior do que nas chuvas de setembro de 2023;
- Mais de 15 mil pessoas em abrigos;
- Mais de 80 mil desalojados;
- Volume de chuva em 14 cidades gaúchas foi o equivalente a três meses de precipitações;
- 12 barragens sob pressão, incluindo uma com rompimento parcial;
- 110 hospitais atingidos, incluindo 17 deles sem atendimentos;
- Mais de 1 milhão de pessoas sem água;
- 187 pontos de bloqueios em rodovias gaúchas, incluindo 142 totalmente fechadas;
- Aeroporto Internacional Salgado Filho fechado por tempo indeterminado.
Temporal no RS
As regiões mais afetadas pelas chuvas no RS são: Central, Vale do Rio Pardo, Metropolitana, Serra Gaúcha e Vale do Taquari. Mais de 500 mil pessoas estão sem água e há mais de 292 pontos sem luz.
O Rio Grande do Sul decretou estado de calamidade pública na última quarta-feira (1º), e o governador Eduardo Leite afirmou que esse será “o maior desastre da história do Rio Grande do Sul”.
A Marinha do Brasil enviou equipes, embarcações, aeronaves e viaturas para ajudar no resgate. A Força Aérea Brasileira enviou dois helicópteros para resgatar vítimas em cidades isoladas por causa das interdições nas rodovias, como Candelária, por exemplo.
Como ajudar?
Segundo as autoridades, desabrigados e desalojados que foram acolhidos pela Defesa Civil precisam não só de alimentos, como também de colchões, roupas de cama e banho e também cobertores. Quem mora na região de Porto Alegre pode contribuir presencialmente no Centro Logístico da Defesa Civil Estadual (avenida Joaquim Porto Villanova, 101, bairro Jardim Carvalho, Porto Alegre).
Além de receber doações de vários itens, as autoridades permitem a doação de qualquer tipo de valor em dinheiro. Para permitir a colaboração de pessoas de outras cidades e estados, o Governo do Estado criou uma chave Pix para receber doações. Quem quiser contribuir, pode fazer um Pix para o CNPJ 92958800000138.
Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.



