Justiça toma decisão sobre bancária presa após falsa ameaça de bomba em aeroporto
Mulher iria embarcar em voo com destino a Confins, na Grande BH; bancária afirmou que portava uma bomba na bolsa e os funcionários da Azul acionaram a polícia

A bancária que foi presa pela Polícia Federal após falsa ameaça de bomba no Aeroporto de Brasília no domingo (26) vai responder ao crime em liberdade, decidiu o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) nesta segunda-feira (27). Identificada como Karyny Virgino Silva, a mulher, de 47 anos, passou por audiência de custódia nesta segunda (27).
Em liberdade, a mulher deverá cumprir uma série de exigências definidas pelo TJ como o comparecimento a todos os atos do processo, a proibição de mudança de endereço sem comunicação do Juízo que o processará e a obrigação de manter o endereço atualizado perante o Juízo que o processará.
Caso a bancária descumpra alguma das exigência, o órgão poderá decretar a prisão preventiva da mulher. O pedido de liberdade provisória de Karyny havia sido solicitado no domingo (27) pela defesa da bancária. Eles alegaram que a mulher não tem antecedentes criminais e possui residência física.
O pedido da defesa, segundo a CNN, se baseou ainda na inexistência de dolo e na ausência de elementos concretos que indiquem risco à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal.
O que aconteceu?
Durante o check-in do voo da Azul com destino ao Aeroporto de Belo Horizonte, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a mulher afirmou que portava uma bomba na bolsa.
Como medida de segurança, a companhia acionou as autoridades. Apesar do alerta, a verificação por raio-X e inspeção manual das bagagens não constatou a presença de qualquer artefato explosivo.
A bancária estava com uma amiga, que também teria afirmado portar uma bomba. As duas passageiras foram encaminhadas até a Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, onde foram adotados os procedimentos de polícia judiciária. No entanto, apenas uma das mulheres foi presa.
De acordo com a Azul, as operações de embarque e decolagem não foram afetadas. “Medidas como essas são necessárias para garantir a segurança de suas operações”, disse a companhia em nota.
(Sob supervisão de Edu Oliveira)
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo



