'Celular Seguro': aplicativo ultrapassa 500 mil cadastros em 3 dias
A ferramenta permite o bloqueio de smartphones em caso de perda, roubo ou furto do aparelho

O aplicativo Celular Seguro ultrapassou a marca de 500 mil cadastros de usuários três dias após o lançamento feito pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com a Agência Nacional de telecomunicações (Anatel) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
A ferramenta permite o bloqueio de smartphones em caso de perda, roubo ou furto do aparelho.
O app é gratuito e pode ser acessado pelo site Celular Seguro do Ministério da Justiça e Segurança Pública ou nas lojas de aplicativos online.
No Google Play Store, foram feitos 465.150 mil downloads. Em aparelhos iPhone (sistema iOS) foram registrados 194 mil downloads.
Com isso, o aplicativo foi o mais baixado do Brasil durante dois dias seguidos.
Ao todo, a ferramenta já recebeu 2.544 alertas para o bloqueio, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Entenda como funciona o app Celular Seguro!
Cadastro
O aplicativo foi criado para prevenir o uso indevido de celulares roubados ou furtados, por meio de notificações mais rápidas da situação para as operadoras, instituições bancárias e de crédito.
Com apenas um clique, o usuário pode preservar dados habitualmente armazenados nos celulares, como número de CPF e senhas.
Para fazer o cadastro o Celular Seguro, antes, o usuário deve acessar a própria conta no portal Gov.br, com login do CPF e senha.
Não há limite para o números de celulares cadastrados, mas eles precisam estar vinculados ao CPF para que o bloqueio seja efetivado.
A pessoa cadastrada poderá indicar outras de sua confiança, que estarão autorizadas a efetuar os bloqueios, caso o titular tenha o celular roubado.
De acordo com o MJSP, até a tarde de sexta-feira, 331.470 pessoas de confiança foram incluídas.
Também é possível que a própria vítima bloqueie o aparelho acessando o site por um computador.
Além disso, é possível acessar o aplicativo por meio de navegadores, como o Google Chrome e o Microsoft Edge, e registrar a ocorrência.
Bloqueio
Em um processo simples, o cidadão poderá acionar os bancos e sua operadora telefônica para o bloqueio do acesso ao aparelho.
O bloqueio não é imediato e pode variar conforme a instituição bancária, em até 24 horas após o registro do sinistro.
Após o registro de perda, roubo ou perda do celular, os bancos que aderiram ao projeto farão o bloqueio das respectivas contas.
De acordo com a Febraban, o bloqueio dos aparelhos celulares, por meio dos códigos dos IMEIs dos aparelhos, que funcionam como uma “impressão digital” única de cada celular.
Este número de identificação permite que as operadoras identifiquem os aparelhos conectados à sua rede de telefonia móvel.
O número IMEI pode ser acessado no menu “Configurações” do aparelho e fica disponível na aba “Sobre o telefone”.
O número do IMEI aparecerá junto aos números de telefone, modelo e série do aparelho. Outra forma de encontrar o IMEI do celular é procurar na nota fiscal do aparelho ou na embalagem.
O corte das linhas telefônicas, porém, entrará em vigor até fevereiro de 2024.
Até o momento, já aderiram à iniciativa 12 bancos: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Santander, Itaú, Banco Inter, Sicoob, XP Investimentos, Banco Safra, Banco Pan, BTG Pactual e Sicredi.
Recuperação de dados
O Ministério afirma que não há a opção de bloqueio temporário. Caso o aparelho seja recuperado, o usuário terá que entrar em contato com a operadora de telefonia e com os demais parceiros do Projeto Celular Seguro, como bancos e aplicativos, para reativar seus acessos.
Fake news
Por fim, o Ministério da Justiça e Segurança Pública alerta os donos de celulares para fake news que estão sendo espalhadas na rede sobre o funcionamento do app Celular Seguro.
O governo federal reitera que não tem acesso a nenhum dado no telefone do usuário. Nem envia e-mails ou links para que o usuário acesse a plataforma.
* Com informações da Agência Brasil
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