Caso Victor Meyniel: saiba o que aconteceu com porteiro indiciado por omissão de socorro
Gilmar José Agostini, que observou o ator ser agredido, terá indiciamento analisado em novembro e pode ser condenado a serviços comunitários

O porteiro que observou o ator Victor Meyniel ser espancado por um estudante de Medicina na portaria de um prédio no Rio de Janeiro não se tornou junto com o acusado Yuri de Moura Alexandre, que passou a responder por três crimes nesta sexta-feira (15). A situação do porteiro Gilmar José Agostini, indiciado por omissão de socorro, só deve ser decidida em novembro.
Na decisão que transformou o estudante Yuri de Moura Alexandre em réu por lesão corporal, injúria por homofobia e falsa identidade, a juíza Beatriz de Oliveira Monteiro Marques marcou uma audiência especial para o dia 7 de novembro. A reunião vai avaliar a “oferta do benefício da transação penal”. Isso significa que a Justiça pode instaurar uma ação penal para que o porteiro cumpra alguma pena, que não seja a prisão ou o pagamento de multa. A realização de serviços comunitários é uma possibilidade.
Agressor de Victor Meyniel vira réu
A Justiça do Rio aceitou, nesta sexta-feira (15), a denúncia do Ministério Público e tornou réu o estudante de medicina Yuri de Moura Alexandre. Ele agora passa a responder formalmente por lesão corporal, injúria por homofobia e falsa identidade cometidos contra o ator Victor Meyniel. Na decisão, a juíza Beatriz de Oliveira Monteiro Marques, da 27ª Vara Criminal da capital fluminense, também decidiu manter a prisão preventiva de Yuri.
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Relembre o caso
O ator e influenciador Victor Meyniel, de 26 anos, foi espancado na portaria de um prédio em Copacabana, no último sábado (2). A agência do ator afirma se tratar de um crime de homofobia.
Ele teria conhecido o agressor em uma boate na zona sul do Rio de Janeiro. Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que o estudante de medicina Yuri de Moura Alexandre espanca Victor. O vídeo mostra o porteiro sentado e tomando café enquanto o ator era agredido.
A Polícia Civil informou que o agressor foi preso e autuado em flagrante pelos crimes de lesão corporal, injúria por preconceito e falsidade ideológica. O porteiro foi autuado por omissão de socorro.
Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.



