Calor intenso eleva Brasil ao segundo lugar global na produção de ar-condicionado
O Brasil produziu cerca de 6 milhões de aparelhos de ar-condicionado em 2024, saltando da quinta para a segunda posição global, atrás apenas da China

As vendas do setor eletroeletrônico cresceram 29% em 2024, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (17) pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, em coletiva de imprensa, no Palácio do Planalto.
O volume de produção de eletroeletrônicos ultrapassou o período pré-pandemia, chegando a 117 milhões de produtos.
“O clima é um fator importantíssimo. Agora, o Brasil tem compromisso com o combate às mudanças climáticas. Prova disso é todo o trabalho que tem sido feito para melhorar a eficiência energética. Esses produtos novos tem redução de 40% de energia”, destacou Alckmin.
O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos, Jorge Nascimento, demonstrou preocupação com a decisão do governo dos Estados Unidos de elevar para 25% a taxa de importação de aço e alumínio.
“Lógico que a cadeia de componentes é fundamental. Temos dialogado com o governo para que haja uma construção adequada, olhando a cadeia de componentes, e que qualquer mudança na cadeia de componentes irá implicar no preço final”, alertou José Nascimento.
NÚMEROS DA INDÚSTRIA EM 2024
Ar-condicionado - recorde histórico de produção com 5.9 milhões de unidades - crescimento de 38% em 2024, comparado a 2023.
Linha Marrom/Televisores - maior produção dos últimos 10 anos (segunda maior produção da história) com 13.5 milhões de unidades - crescimento de 22% em 2024, comparado a 2023.
Linha Branca (Fogão, geladeira e máquina de lavar) - crescimento de 17% em 2024, comparado a 2023, com a venda de 15,6 milhões de unidades, praticamente os mesmos indicadores pré-pandemia
Linha Portátil - produção recorde com 80 milhões de unidades em 2024, crescimento de 33% comparado a 2023.
INVESTIMENTOS
O setor de eletroeletrônicos prevê novos investimentos de R$ 5 bilhões entre 2025 e 2027, sendo que R$ 1 bilhão deve ser destinado para a indústria de Minas Gerais.
Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.



