Belo Horizonte
Itatiaia

Brigadeirão envenenado: PC investiga se namorado de cigana vendeu armas de empresário assassinado

Luiz Marcelo Antonio Ormond, de 45 anos, tinha duas armas em seu nome em casa; armamentos despareceram do apartamento após crime

Por
A cigana Suyany Breschak, suspeita de arquitetar o crime, está presa desde o dia 28 de maio • Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil do Rio de Janeiro acredita que o namorado da cigana Suyany Breschak, presa por suspeita de envolvimento na morte do empresário Luiz Marcelo Antonio Ormond, de 45 anos, possa ter vendido as armas da vítima. O suspeito prestou depoimento na 25ª DP (Engenho Novo), Zona Norte do Rio, nessa quinta-feira (6).

Segundo o delegado Marcos Buss, que investiga o caso, o empresário tinha duas armas em casa. Porém, elas não foram encontradas pela polícia durante a perícia do apartamento. Os investigadores acreditam que a psicóloga Júlia Cathermol Andrade Pimenta, 29 anos, principal suspeita de matar o namorado, tenha pegado as armas após o crime.

Luiz Marcelo foi encontrado morto no dia 20 de maio, após ter comido um brigadeirão envenenado com medicamentos a base de morfina. No mesmo dia, a psicóloga foi filmada por câmeras de segurança deixando o prédio onde morava com o namorado. Ela aparece no elevador e na portaria com malas.

Polícia investiga se cigana mandou Júlia matar empresário

Apesar da psicóloga ser a principal suspeita de matar Luiz Marcelo, a Polícia Civil do Rio de Janeiro suspeita que, na verdade, a “mandante” do crime foi outra pessoa. Os investigadores acreditam que cigana Suyany Breschak teria arquitetado a morte do empresário.

“Nesse momento, podemos falar com bastante segurança que há nos autos muitos elementos indicativos de que Suyany seria a mandante e a arquiteta desse plano criminoso”, afirmou o delegado.

Suyany realizava trabalhos espirituais para JúliaSuyany foi presa na noite do dia 28 de maio, em Cabo Frio, na região dos Lagos. Ela já era investigada por ter participado do crime e ajudado Júlia a se desfazer dos bens do empresário após o assassinato. Após ouvir testemunhas, a polícia começou a desconfiar que ela e a psicóloga teriam tramado a morte de Luiz Marcelo por mensagens de celular.

Entenda o crime

Luiz foi dado como desaparecido no dia 17 de maio. Câmeras de segurança flagraram Júlia e Luiz Marcelo no dia da morte do empresário. As imagens, gravadas pelas câmeras de monitoramento do prédio onde o casal morava, no bairro Engenho de Dentro, na Zona Norte da capital, flagraram a vítima com o doce em mãos, dentro do elevador.

A primeira imagem é do dia 17 de maio, dia da morte do empresário. Às 17h04, o casal aparece no elevador do prédio com duas cervejas e um prato em mãos. Os dois descem até a portaria e voltam 40 minutos depois. Às 17h46, o casal aparece novamente no elevador já sem as cervejas, mas ainda com o prato. Para a polícia, existe a possibilidade do prato conter o brigadeiro envenenado. Neste mesmo dia, Luiz Marcelo come o brigadeirão e morre.


Suspeita de matar namorado envenenado com brigadeirão mantinha dois relacionamentos, segundo a polícia do RJ | CNN BrasilO laudo da necrópsia não determinou a causa da morte. No entanto, os peritos identificaram uma pequena quantidade de líquido achocolatado no sistema digestivo. De acordo com o laudo, Luiz morreu três ou seis dias antes do corpo ser localizado. Com isso, a polícia acredita que Júlia chegou a dormir na mesma casa onde estava o cadáver durante todo o fim de semana dos dias 18 e 19 de maio.

No dia 19, as câmeras do prédio filmaram Júlia dentro do elevador, vestida com uma roupa de academia. Às 10h53, ela volta para o apartamento sozinha e parece mandar um áudio ainda dentro do elevador. No dia seguinte, em 20 de maio, Júlia aparece deixando o prédio com uma mala.

Na fuga, a suspeita teria levado os pertences do empresário e o carro dele. Nesse tempo, ainda segundo a polícia, ela chegou a enviar mensagens pelo celular do empresário se passando por ele. No mesmo dia, após Júlia fugir, o corpo do empresário foi encontrado no apartamento. Vizinhos chamaram a polícia após sentirem um cheiro forte no local.

*Com informações de CNN Brasil

Por

Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.