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Setembro terá chuva acima da média no Sudeste e calor intenso no centro-norte do Brasil

Influência do El Niño deve marcar o mês, com aumento das chuvas em áreas do Sudeste e Centro-Oeste e temperaturas acima da média em boa parte do Norte e Nordeste

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Roberta Oliveira/Itatiaia

O mês de setembro deve ser marcado por chuvas mais frequentes em grande parte do Brasil e temperaturas elevadas no centro-norte do país. A previsão da Climatempo indica que o fortalecimento do fenômeno El Niño terá influência sobre o clima em todas as regiões brasileiras ao longo do mês.

Setembro representa o período de transição entre a estação seca e a chuvosa em boa parte do país. A primavera começa oficialmente em 22 de setembro, às 21h05, pelo horário de Brasília.

El Niño ganha força e influencia o clima

O Oceano Pacífico Equatorial continua apresentando aquecimento, principalmente nas regiões central e leste, próximo às costas do Peru e do Equador. O cenário indica o fortalecimento do El Niño, que pode atingir intensidade excepcional entre a primavera e o início do verão de 2026/2027.

O aquecimento das águas do Oceano Atlântico Sul, principalmente próximo às costas das regiões Sul, Sudeste e do leste do Nordeste, também deve contribuir para a formação de áreas de baixa pressão e frentes frias. Esses sistemas favorecem a ocorrência de chuva principalmente no Sul e no Sudeste.

Chuva pode surpreender em setembro

A previsão aponta para chuvas acima da média em grande parte do Sul e em todo o Sudeste, além de áreas do Centro-Oeste. Também são esperados volumes superiores ao normal no sul e centro-oeste da Bahia, sul do Maranhão e do Piauí, Tocantins e sudeste do Pará.

Nos primeiros dez dias do mês, regiões que normalmente ainda apresentam tempo mais seco, como o interior do Sudeste, o Centro-Oeste, Tocantins, sul do Pará e oeste da Bahia, podem registrar várias pancadas de chuva.

O cenário representa uma mudança em relação a setembro de 2025, quando houve deficiência de chuva em áreas do Paraná, Sudeste e Centro-Oeste. Regiões do interior da Bahia, Maranhão e Piauí também devem registrar mais episódios de precipitação neste ano.

A maior frequência de chuva pode ajudar a aumentar a umidade do solo e da vegetação, reduzindo temporariamente o risco de propagação de queimadas.

Por outro lado, a previsão indica chuva abaixo da média em Roraima, grande parte do Amazonas, norte e centro-oeste do Pará e norte de Rondônia.

Na Região Sul, apesar da possibilidade de temporais nos três estados, os maiores acumulados de chuva devem se concentrar no Paraná. No centro-sul do Rio Grande do Sul, a previsão de menos chuva é considerada positiva após os volumes elevados registrados em julho e agosto.

Calor intenso deve atingir o centro-norte

Setembro é tradicionalmente um dos meses de maior ocorrência de calor intenso no Brasil. Temperaturas superiores a 40°C podem ser registradas no centro-norte do país, e a previsão indica que os episódios de calor observados em agosto devem continuar.

As temperaturas médias devem ficar acima do normal em grande parte do Nordeste e do Norte, além da maioria do Centro-Oeste, do centro-norte e oeste de Minas Gerais e do Espírito Santo.

A situação será diferente em algumas áreas do centro-sul do país. No Sul, no centro, sul e leste de Mato Grosso do Sul, em São Paulo, no centro-sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro, a combinação de chuva, nebulosidade e passagem de frentes frias deve manter as temperaturas próximas ou abaixo da média em alguns períodos.

Mesmo nessas áreas, porém, não está descartada a ocorrência de picos de calor intenso ao longo do mês.

Sul terá queda de temperatura no início do mês

A previsão destaca uma mudança brusca no tempo na Região Sul já no primeiro fim de semana de setembro. A chegada de uma massa de ar frio deve provocar uma queda significativa nas temperaturas.

Há possibilidade de geada nos três estados da Região Sul, especialmente nas áreas mais suscetíveis ao frio.

Apesar da queda nas temperaturas, setembro ainda deve apresentar períodos de calor, principalmente conforme o mês avançar e a primavera se aproximar.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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