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Petrobras descarta novo aumento do diesel no curto prazo

Estatal afirma que monitora o mercado, mas evita repassar de imediato ao consumidor os efeitos da guerra e da alta do petróleo

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Petrobrás frente da sede - Fernando FrazãoAgência Brasil
Petrobrás frente da sede - Fernando FrazãoAgência Brasil • Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras não prevê um novo aumento no preço do diesel no curto prazo, mesmo com os efeitos da guerra sobre o mercado internacional de petróleo. A informação foi repassada à Reuters por três fontes ligadas à empresa.

Segundo as fontes da agência, a estatal quer manter a estratégia de não repassar de forma imediata as oscilações do cenário externo para o consumidor brasileiro. A avaliação interna é de que momentos de forte instabilidade, como guerras e tensões geopolíticas, não devem resultar automaticamente em reajustes nas bombas.

Uma das fontes afirmou que “não há nada previsto para os próximos dias”. Outra disse que a empresa acompanha o mercado, mas busca equilibrar os interesses dos acionistas sem pesar ainda mais no bolso da população.

Nessa segunda-feira, o preço do barril do petróleo Brent caiu mais de 10% ao longo do dia, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um possível adiamento de ações militares contra o Irã. A fala ajudou a reduzir a tensão no mercado, que vinha reagindo com forte volatilidade desde o início do conflito.

No dia 14 de março, a Petrobras aumentou o preço do diesel em 11,6%, após medidas do governo para tentar reduzir os efeitos da alta do petróleo.

Mesmo com esse reajuste, empresas do setor dizem que o valor no Brasil ainda segue abaixo do mercado internacional, o que desestimula a importação de diesel e pode afetar o abastecimento.

A Petrobras afirma que não faz reajustes imediatos toda vez que o preço do petróleo sobe ou cai. A empresa leva em conta uma média dos valores ao longo do tempo.

Ainda assim, a ANP alertou que o abastecimento de combustíveis no país está em situação de risco, por causa da menor oferta importada, da alta na demanda e da dificuldade de recompor os estoques.

*com informações de CNN Brasil

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