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O que é um alerta de risco geológico? Saiba identificar perigos e o que fazer

Entenda o que significa a notificação enviada pela Defesa Civil e quais cuidados devem ser tomados em áreas vulneráveis

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Deslizamento no aglomerado da Serra, em BH  • Bombeiros/ divulgação

Recorrentemente enviado em notificações da Defesa Civil, os alertas de risco geológico representam um ponto de atenção para potenciais desastres que podem ocorrer em momentos de chuva forte.

Segundo a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), do Ministério de Minas e Energia, Minas Gerais é o estado com mais áreas de risco, sendo 3.555 regiões mapeadas e 583.388 pessoas possivelmente afetadas.

O aumento dessas situações está diretamente ligado ao alto volume de chuvas durante o período chuvoso, que ocorre entre outubro e março. O acumulado, frequentemente divulgado pela Defesa Civil, representa o nível de risco possível por alterações no solo, como o encharcamento, que o deixa mais frágil e pode provocar deslizamentos.

A Classificação e Codificação Brasileira de Desastres (Cobrade) divide as ocorrências consideradas geológicas em quatro subgrupos: terremotos, emanação vulcânica, movimentos de massa e erosão.

Dentre os perigos, os mais atrelados ao acúmulo pluviométrico é o risco de movimento de massas, que compreende deslizamentos de solo, quedas, tombamentos, afundamento e rolamento de detritos.


Mapa mostra quais são as áreas de risco da Região Metropolitana de Belo Horizonte

Quais os efeitos da saturação do solo após acúmulo de chuva

Com o acúmulo de água da chuva no solo, a terra fica cada vez mais pesada e menos resistente, o que aumenta o risco de deslizamentos nas regiões afetadas.

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Segundo a geóloga da Defesa Civil de Betim-MG, Priscila Stefany, a situação fica mais frequente com o encharcamento do solo, principalmente em áreas de terreno irregular, com moradias próximas.

Como identificar risco de deslizamento em casa e o que fazer

O manual do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) e da Defesa Civil apresenta algumas recomendações para prevenção e identificação de riscos geológicos em casa. Dentre os sinais de perigo estão:

  • Trincas nas paredes;
  • Rachaduras no solo;
  • Água empoçada;
  • Muros estufados;
  • Portas e janelas emperrando;
  • Árvores ou postes inclinados.

Caso se apresentem os sinais, o Cenad indica que a Defesa Civil (199) e o Corpo de Bombeiros (193) sejam acionados imediatamente. A casa deve ser esvaziada e o retorno só é permitido após liberação dos órgãos responsáveis.

Como se prevenir em áreas de risco geológico?

Para redução de riscos, é necessário se atentar para a área em que a construção será feita e o cuidado com o solo. Veja as recomendações dos órgãos:

  • Não construa em locais proibidos pela prefeitura, a exemplo de morros acidentados e encostas;
  • Não construa a casa sem acompanhamento técnico;
  • Não desmate morros e encostas para assentamento de casas e outras construções;
  • Não retire a vegetação natural que protege a encosta. Nesses locais, não plante bananeiras, pois elas deixam o solo mais instável;
  • Não jogue lixo e entulhos nas encostas, pois isso entope as redes de drenagem de água;
  • Evite jogar água ou esgoto no terreno, pois essa prática pode causar erosão e instabilidade no solo.
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Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.