Defesa de Vorcaro pede ao STF que conversas com advogados não sejam gravadas
Advogados do dono do Banco Master afirmam que monitoramento de áudio e vídeo na Penitenciária Federal de Brasília viola o direito à comunicação reservada

A defesa do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que as conversas entre o banqueiro e seus advogados não sejam gravadas durante as visitas na Penitenciária Federal de Brasília.
Vorcaro foi transferido na sexta-feira (6) para a unidade, uma das cinco penitenciárias federais de segurança máxima do país. Entre as regras do presídio está o monitoramento e a gravação de áudio e vídeo das visitas realizadas por advogados.
Segundo a defesa, o pedido foi apresentado para “assegurar o pleno exercício do direito de defesa durante o período de custódia do empresário na Penitenciária Federal de Brasília”.
A defesa também relatou que foi informada de que os encontros seriam monitorados por áudio e vídeo e que os advogados não poderiam ingressar no presídio sequer com papel e caneta.
“Diante desse cenário, a defesa requereu ao Supremo Tribunal Federal que seja garantida a realização de visitas dos advogados regularmente constituídos sem qualquer tipo de monitoramento ou gravação”, afirma em nota.
Os advogados destacam que a comunicação reservada entre advogado e cliente é uma garantia essencial para o exercício do direito de defesa.
Caso essas prerrogativas não possam ser asseguradas pela unidade prisional, a defesa solicitou que Vorcaro seja transferido para outro presídio em Brasília.
Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.



