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CNBB declara apoio a papa Leão XIV após críticas de Trump: 'Autoridade espiritual'

Presidente dos Estados Unidos reprovou o discurso do pontífice contra a guerra no Oriente Médio

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CNBB declara apoio a papa Leão XIV após críticas de Trump: 'Autoridade espiritual e moral'
CNBB declara apoio a papa Leão XIV após críticas de Trump: 'Autoridade espiritual e moral' • Reprodução/ Vatican News

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu, nesta segunda-feira (13), uma nota pública para declarar apoio ao papa Leão XIV, alvo de críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"A autoridade espiritual e moral do Papa não se orienta pela lógica do confronto político, mas pela fidelidade ao Evangelho, que continuamente eleva a voz em defesa da paz, da dignidade humana e do diálogo entre os povos", afirmou.

"Nesse espírito, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil une-se a Sua Santidade, Papa Leão XIV, reafirmando a comunhão e a unidade em torno desses valores evangélicos que iluminam a consciência cristã e sustentam a esperança da humanidade", acrescentou.

O comunicado, intitulado "CNBB une-se ao Papa Leão XIV em defesa da paz e do diálogo", foi assinado pela presidência da instituição.

Papa Leão XIV é criticado por Trump após fazer apelo contra a guerra

Leão XIV discursou, nesse sábado (11), contra a guerra no Oriente Médio e pediu que as lideranças dos países envolvidos retomem as negociações pela paz.

Em entrevista à imprensa messe domingo (12), Donald Trump criticou o pontífice e disse não ser um "grande fã" dele. "Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano", disse.

Em resposta, o papa afirmou nesta segunda-feira que não tem a intenção de entrar em um debate com o presidente dos EUA. "Não sou um político. A mensagem continua sendo a mesma: promover a paz", reforçou.

"Não tenho medo do governo Trump nem de proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho, que acredito ser o que estou aqui para fazer", acrescentou Leão XIV.

Após a repercussão negativa da polêmica, Trump recusou-se a pedir desculpas ao pontífice e disse que "ele está errado". Além disso, o presidente dos EUA acusou o papa de ser "muito fraco em relação ao crime e outras coisas".

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).