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Calor: 'Veranico' avança sobre Brasil e temperaturas podem chegar a 42°C; saiba onde

Massa de ar seco e quente deve elevar temperaturas no Centro-Oeste, Sudeste e parte do Sul nos próximos dias; meteorologistas alertam para baixa umidade e risco de queimadas

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Calor em BH
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Um novo episódio de veranico começou a se instalar sobre o Brasil e deve provocar uma forte onda de calor em grande parte do país nos próximos dias. Segundo a Climatempo, uma massa de ar quente e seco ganhará força entre esta semana e o fim de agosto, elevando as temperaturas para patamares muito acima da média, com máximas que podem chegar a 42°C em áreas do Centro-Oeste.

O fenômeno, que ocorre em pleno inverno, é caracterizado por vários dias consecutivos de tempo firme, pouca chuva e temperaturas elevadas. Diferentemente de uma onda de calor oficialmente declarada, o veranico costuma ser associado à persistência do ar seco e ao bloqueio de frentes frias.

De acordo com os meteorologistas, o calor mais intenso deve se concentrar em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal, onde os termômetros podem atingir entre 38°C e 42°C. No Sudeste, cidades do interior de São Paulo, Minas Gerais e Triângulo Mineiro também devem registrar máximas acima de 35°C.

Onde o calor deve ser mais intenso?

A previsão indica os seguintes patamares:

  • Mato Grosso: até 42°C
  • Mato Grosso do Sul: até 40°C
  • Goiás e Distrito Federal: entre 37°C e 40°C
  • Interior de São Paulo: entre 35°C e 38°C
  • Triângulo Mineiro e Norte de Minas: entre 34°C e 37°C
  • Norte do Paraná: entre 32°C e 36°C
• Reprodução | Climatempo
• Reprodução | Climatempo

Em Belo Horizonte, a tendência é de tardes mais quentes e secas, embora as temperaturas não devam alcançar os extremos previstos para o Centro-Oeste.

Ar seco derruba umidade para níveis críticos

Além do calor, o principal alerta é para a queda acentuada da umidade relativa do ar. A Climatempo prevê índices abaixo de 20% em áreas do Centro-Oeste e do interior do Sudeste, situação considerada de atenção pela Organização Mundial da Saúde. Em alguns municípios, os valores podem se aproximar de 15%, faixa semelhante à observada em regiões desérticas.

Com o ar mais seco, aumentam os riscos de:

  • desidratação;
  • sangramentos nasais;
  • irritação nos olhos e nas vias respiratórias;
  • agravamento de doenças respiratórias;
  • incêndios florestais e queimadas.

Especialistas recomendam reforçar a hidratação, evitar exercícios físicos nas horas mais quentes do dia e umidificar ambientes fechados.

Por que o veranico acontece agora?

Os meteorologistas explicam que uma área de alta pressão em médios níveis da atmosfera está atuando sobre o Brasil central, dificultando a formação de nuvens e impedindo o avanço de frentes frias. Com céu aberto e forte incidência solar, o aquecimento da superfície se intensifica rapidamente durante a tarde. Embora veranicos sejam relativamente comuns no inverno brasileiro, a intensidade prevista para este episódio chama atenção por ocorrer logo após uma sequência de dias frios em parte do Sul e do Sudeste.

A expectativa é de que o bloqueio atmosférico mantenha o tempo seco e quente por vários dias. A Climatempo indica que o calor deve persistir ao longo da próxima semana, com pouca chuva nas regiões mais afetadas. Mudanças mais significativas no padrão do tempo só são esperadas com a chegada de uma nova frente fria mais organizada no fim do mês.

O que fazer durante o período de calor intenso?

Autoridades de saúde orientam:

  • beber água regularmente, mesmo sem sede;
  • evitar exposição ao sol entre 10h e 16h;
  • usar roupas leves e claras;
  • manter crianças e idosos em locais ventilados;
  • evitar queimadas e o uso de fogo em áreas rurais;
  • procurar atendimento médico em caso de tontura, desmaio, falta de ar ou sinais de desidratação.
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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

 

 

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