Após caso Sarah Raíssa, operação prende 2 pessoas e apreende 7 menores por crimes ligados a 'desafios online'
Suspeitos são investigados por homicídio, indução e instigação ao suicídio, armazenamento e divulgação de pornografia infantil, maus-tratos a animais, apologia ao nazismo e crimes de ódio

Duas pessoas foram presas e sete menores apreendidos por suspeita de integrarem um dos maiores grupos criminosos do Brasil voltados à prática de crimes cibernéticos contra crianças e adolescentes. A quadrilha incitava o ódio e a violência entre menores de idade, fazia apologia ao nazismo e incentivava maus-tratos a animais, automutilação e até suicídio por meio de desafios online.
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou a operação "Adolescência Segura" nesta terça-feira (15). Os policiais ainda cumpriram 20 mandados de busca e apreensão em oito estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul.
Criança morre após participar de desafio na internet
A operação foi deflagrada dois dias depois da morte de Sarah Raíssa Pereira de Castro, de oito anos, que morreu após inalar desodorante aerossol no Distrito Federal. A criança participava de um desafio do TikTok e acabou sofrendo uma parada cardíaca. Ela foi reanimada, mas teve morte cerebral confirmada no domingo (13).
A família de Sarah Raissa Pereira de Castro afirma que ela participou de uma “brincadeira” conhecida como “desafio do desodorante”, que consiste em inalar o spray pelo maior tempo possível.
O caso é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal. As autoridades tentam encontrar os responsáveis pelas publicações do desafio nas redes sociais. Caso sejam localizados, os autores podem responder por homicídio duplamente qualificado através de meio que pode causar perigo comum e contra menor de 14 anos. A pena pode chegar a 30 anos de prisão.
Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.
Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.



