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Páscoa: estudo revela o que define a escolha do peixe em SP e MG

Iniciativa observou o comportamento de famílias com renda entre R$ 3 mil e R$ 15 mil em 30 cidades

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Páscoa: estudo revela o que define a escolha do peixe em SP e MG
Semana Santa movimenta setor • SAA-SP/Divulgação

No auge da temporada de maior consumo de peixe no Brasil, um estudo abrangente realizado pela APTA Regional de Presidente Prudente analisou os hábitos das famílias brasileiras. A pesquisa, que cruzou fronteiras entre São Paulo e Minas Gerais, mapeou as preferências de consumo, mas também os gargalos e as oportunidades para a piscicultura nacional.

Intitulada "Aquisição e alimentação domiciliar de pescados", a iniciativa observou o comportamento de famílias com renda entre R$ 3 mil e R$ 15 mil. Para isso, os pesquisadores aplicaram 4 mil questionários presenciais e catalogaram mais de 6 mil produtos em 180 pontos de venda, em 30 cidades que somam 55 milhões de habitantes.

Ciência a serviço do varejo

Para o coordenador do estudo, o zootecnista e pesquisador Ricardo Firetti, os dados funcionam como uma "radiografia" da demanda. "Um dos diferenciais do trabalho é justamente o fato de termos ido a campo. Conversamos diretamente com consumidores e observamos os produtos disponíveis nas gôndolas", explicou.

Os resultados, coletados no primeiro semestre de 2025, traçaram o perfil do que o consumidor prioriza:

  • Apresentação: preferência por filés, produtos frescos ou congelados e o impacto da praticidade.
  • Origem: o peso da confiança na escolha entre peixes de cultivo (piscicultura), pesca industrial ou importados.
  • Fatores de decisão: a relação entre preço, embalagem e a busca por alimentos mais saudáveis e sustentáveis.

"A instituição visa atender as demandas de consumo da população, que busca por uma cadeia produtiva mais sustentável e por alimentos mais saudáveis", reforçou Daniel (diretor/pesquisador da unidade).

• SAA-SP/Divulgação
• SAA-SP/Divulgação

Conexão com o setor produtivo

O projeto contou com a participação ativa da cadeia produtiva, incluindo a Peixe BR, cooperativas e empresas do setor. O objetivo foi sanar dúvidas reais do mercado para auxiliar produtores na tomada de decisão.

Para os produtores, os subsídios são fundamentais para formatar novos produtos e identificar nichos de mercado. "Informação de qualidade fortalece o setor, orienta o consumidor e contribui para o desenvolvimento da piscicultura brasileira", destacou Firetti. No médio prazo, espera-se que essa sintonia entre produção e consumo ajude a elevar o consumo per capita de pescado no país.

O projeto, concluído em setembro de 2025, foi fruto de um esforço multidisciplinar que envolveu cerca de 40 profissionais e instituições de renome, como a USP (Pirassununga), Unesp, Unoeste, UEM e o Instituto de Economia Agrícola. O trabalho foi financiado pela Fapesp e pelo CNPq, reafirmando a importância do investimento público na ciência aplicada ao agronegócio.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde