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Exportações de ovos de Minas crescem 15,7% no início de 2026

Chile lidera as compras e impulsiona o resultado, enquanto a receita do agro mineiro recua com a queda nos preços

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Divulgação/Seapa

As exportações mineiras de ovos registraram crescimento de 15,7% no volume embarcado nos dois primeiros meses do ano, totalizando 1,1 mil toneladas. No acumulado de janeiro a fevereiro, a receita com os embarques também superou em 4,4% o faturamento do primeiro bimestre anterior, alcançando US$ 1,5 milhão.

Segundo a assessora técnica da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Manoela Teixeira, o Chile concentrou 70% das compras. “Esse desempenho é favorecido pela abertura do mercado chileno para ovos e derivados brasileiros desde 2023, no modelo pre-listing, mecanismo em que os estabelecimentos habilitados pelo serviço oficial brasileiro passam a ser previamente aceitos pelo país importador, sem necessidade de auditoria individual prévia para cada unidade exportadora”, detalhou.

Esse avanço ampliou as oportunidades comerciais e contribuiu para consolidar o Chile entre as primeiras posições no ranking de destinos. A produção mineira de ovos também mantém presença em países como a Mauritânia, Serra Leoa, Gâmbia, Cuba, Colômbia, Itália e Japão.

Minas é o terceiro maior exportador do Brasil

As exportações do agronegócio mineiro alcançaram US$ 2,4 bilhões com o embarque de 1,5 milhão de toneladas, no acumulado de janeiro a fevereiro deste ano. Em relação ao mesmo período do ano anterior, os números apontam queda de 5,2% no valor e alta de 0,3% no volume.

Mesmo com essa retração, Minas se mantém como o terceiro maior exportador de produtos agropecuários, respondendo por quase 11% da receita do agro nacional. “Os dados indicam que o recuo da receita esteve muito mais associado ao comportamento dos preços e ao mix da pauta do que propriamente a uma perda física de embarques.

O valor médio das exportações mineiras caiu de US$ 1.752,79 a tonelada para US$ 1.657,31/tonelada”, analisou a assessora técnica.
Ao todo, 397 diferentes produtos agropecuários mineiros foram enviados para 148 países, com destaque para a China, Estados Unidos, Alemanha e Itália.

Outros produtos

No primeiro bimestre, o café, principal produto da pauta exportadora do agro mineiro, alcançou US$ 1,6 bilhão (-8,8%) e volume de 3,6 milhões de sacas (-28,1%). O setor de carnes (bovina, suína e frango) teve papel decisivo na sustentação das exportações mineiras. A receita alcançou US$ 274,7 milhões, registrando alta de 11,4%. O volume total ficou em 76,2 mil toneladas, com crescimento de 3% em relação ao primeiro bimestre do ano anterior.

Já no mercado sucroalcooleiro, o volume chegou a 535,6 mil toneladas, totalizando US$ 191 milhões com queda de 3,3% na receita, mas com aumento de 27% no volume embarcado. O complexo soja (grãos, óleo e farelo) registrou US$ 130,3 milhões com o embarque de 289,5 mil toneladas. Isso significou crescimento de 41,7% em valor e 31,2% em volume, com elevação do preço médio de US$ 416,69/t para US$ 450,11/t.

Os produtos florestais (celulose, madeira e papel) alcançaram aproximadamente US$ 176,2 milhões (-10,4%). O volume embarcado ficou em 330,8 mil toneladas (-8,1%).

Por*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.