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Baliza: conheça a vaca de R$ 2 milhões de Gustavo Tubarão e Eduardo Costa

Influenciador e cantor sertanejo se tornaram sócios de uma matriz Nelore de elite

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Vaca Baliza 1 FIV CTJ, foi comprada em leilão na última sexta-feira (20) • Redes sociais/Reprodução

O universo dos palcos, o humor das redes sociais e a alta genética do agronegócio se cruzaram em um investimento de peso na última semana. O cantor sertanejo Eduardo Costa e o influenciador digital Gustavo Tubarão oficializaram a sociedade na compra de uma matriz Nelore de elite, avaliada em R$ 2 milhões.

A aquisição da fêmea Baliza 1 FIV CTJ ocorreu durante o 2º Leilão CTJ Premium, evento que reuniu grandes investidores da raça mais representativa do rebanho brasileiro na última sexta-feira (20) O negócio foi fechado em parceria com a Nelore JG, dividindo a propriedade do animal em cotas iguais de 33% para cada sócio.

Genética de elite e retorno financeiro

Com impressionantes 1.200 kg, Baliza não é uma vaca comum de pasto, mas uma "fábrica de genética". O alto valor de mercado se justifica pelo seu potencial reprodutivo e pela linhagem superior, características centrais na estratégia da pecuária moderna para melhorar a produtividade dos rebanhos.

Em vídeo compartilhado nas redes sociais ao lado de Tubarão, Eduardo Costa não escondeu o entusiasmo com o novo ativo. "Nós fizemos uma ótima compra! A Baliza é um fenômeno. Vamos fazer muito, mas muito filho", celebrou o cantor, que já é um investidor experiente no setor.

Questionado por seus seguidores sobre como um animal pode valer tanto, Gustavo Tubarão foi direto ao explicar a lógica do negócio: "Como vou ter retorno com ela? Simplesmente vendendo as filhas dela", pontuou o influenciador, referindo-se à comercialização de embriões e bezerras de alto valor agregado.

A matriz terá como morada a fazenda de Gustavo Tubarão, localizada em Cana Verde, no Sul de Minas Gerais.

A raça Nelore

Originário da Índia e introduzido no Brasil no final do século XIX, o Nelore consolidou-se como a base da pecuária nacional, representando hoje cerca de 80% do rebanho de corte. Com presença marcante nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte — especialmente em estados como Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Tocantins — a raça é reconhecida pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) por seu vigor físico, ossatura robusta e musculatura bem distribuída, equilibrando um temperamento ativo com a docilidade necessária ao manejo.

Visualmente, o Nelore apresenta características raciais bem definidas: o chanfro é largo nos machos e delicado nas fêmeas, com focinho preto e narinas dilatadas. No entanto, seu grande diferencial competitivo está na adaptação às condições tropicais. O animal possui alta eficiência no aproveitamento de alimentos grosseiros e uma resistência natural a parasitas; sua pele escura e fina, aliada a uma secreção oleosa repelente, dificulta a ação de insetos e protege o animal sob sol intenso.

Além da barreira física contra pragas, o zebuíno suporta altas temperaturas graças a uma superfície corporal proporcionalmente maior e ao elevado número de glândulas sudoríparas. Essa rusticidade, somada à elevada longevidade reprodutiva de machos e fêmeas, torna o Nelore a escolha estratégica para a sustentabilidade e rentabilidade da produção de carne em climas quentes.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde