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Vôlei: lei inconstitucional compromete participação de Tiffany na Copa Brasil

Vereadores de Londrina aprovaram veto à atleta para competição neste fim de semana

Tiffany, do Osasco, com troféu da Superliga Feminina de Vôlei

A participação da oposta Tiffany, do Osasco, na Copa Brasil Feminina de Vôlei, em Londrina, no Paraná, está comprometida. Os vereadores da cidade aprovaram, na noite dessa quinta-feira (26), um requerimento inconstitucional que proíbe a participação de atletas trans em eventos na cidade.

O Osasco, com apoio da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), entrou com um recurso para que a atleta possa atuar. O pedido está no Supremo Tribunal Federal (STF) e será analisado pela ministra Carmen Lúcia.

A decisão, de 2024, é da vereadora Jéssica Ramos Moreno (PP). A lei municipal foi promulgada sem a sanção do prefeito à época, sendo publicada pela presidência da Câmera.

A lei municipal 13.770/2024 inclui nas proibições termos como “gay, lésbica, bissexual” e até “cisgênero”. Segundo Andrei Kampff, jornalista e especialista em Direito Esportivo, a lei é inconstitucional. Ele fundamentou a opinião em artigo publicado numa coluna.

“O que está em debate não é apenas uma atleta. É a possibilidade de um município interferir diretamente na organização de uma competição nacional, regulada por confederação vinculada a uma federação internacional”, explica.

“Se essa lógica prosperar, abre-se um precedente perigoso: o poder público local passando a condicionar regras técnicas do esporte a decisões políticas circunstanciais”, completou.

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Tiffany cumpre todas as exigências da CBV e está elegível para a participação pelos critérios estabelecidos na política de elegibilidade de atletas trans da confederação. A oposta atua no vôlei feminino desde 2018, sempre dentro das regras impostas por CBV e FIVB.

“Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) está adotando todas as medidas legais cabíveis para garantir a participação de atletas legalmente inscritos na Copa Brasil. A jogadora Tifanny Abreu, do Osasco São Cristóvão Saúde, está elegível para a participação pelos critérios estabelecidos na política de elegibilidade de atletas trans da CBV”, informou a CBV em nota.

Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.

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