Ouça a rádio

Ouvindo...

Times

Do zero à semifinal: como bicampeão olímpico transformou projeto do Joinville

Ídolo e ícone do vôlei, campeão olímpico é o atual presidente da equipe em Santa Catarina

O Joinville é uma das principais surpresas da atual edição da Superliga Masculina de Vôlei. O time ficou em 7º lugar na primeira fase do torneio, eliminou o vice-líder Farma Conde/São José nas quartas de final e está na briga por uma vaga na decisão do torneio.

Ex-jogador de vôlei e presidente do clube, Giovane Gávio revelou à Itatiaia como o projeto saiu do zero para alcançar uma vaga na fase final da Superliga.

“Começar do zero é um desafio gigantesco. A gente não tinha nem bola. Como vamos começar o projeto que tem que comprar bola, tem que fazer tudo. Dá mais trabalho, mas uma satisfação gigantesca com os resultados”, explicou.

Em 2021/22, o Joinville venceu a Série C da Superliga Masculina. Em 2022/23, a equipe levantou o troféu da Série B da competição. A temporada 2023/24 é a primeira do projeto na elite do vôlei nacional.

Giovane, vale lembrar, é bicampeão olímpico (Barcelona-1992 e Atenas-2004). Na entrevista, ele ressaltou a união de esforços para dar estrutura ao time. A partir de parcerias, a diretoria do Joinville construiu a base para tocar o projeto.

A Univille, universidade na cidade catarinense, abriu as portas para abrigar estrutura de treinamentos. A Prefeitura para cedeu o local dos jogos, o Centreventos Cau Hausen.

Além da estrutura física, Giovane destacou o trabalho na busca de patrocinadores. O ex-jogador, que também teve carreira como técnico, citou as dificuldades do início do projeto e apostou num modelo diferente para diminuir a dependência de apenas um parceiro.

“Tem toda uma questão de conscientização das pessoas, busca pelos patrocinadores, convencer os patrocinadores que o projeto era sério. Talvez esse tem sido o maior desafio. Agora um pouco menos, porque estão vendo resultados importantes. Nossa gestão é muito transparente, tem conselho fiscal, governança muito forte, os balanços são auditados. Traz uma credibilidade maior”, contou.

“A gente criou quase uma cooperativa de patrocinadores que se um, por acaso, sair, o time não acaba. É importante para gente. Está sendo uma experiência fantástica”, completou.

Leia também

Projeto social e futuro

Giovane também revelou a vontade de seguir com o projeto na cidade catarinense. Como atleta, o ex-ponteiro defendeu um time na cidade entre 2004 e 2005, na reta final da carreira. Ele retornou em 2007 para um período como treinador, que durou até 2009.

Para manter esporte como ferramenta de transformação, o clube deu início a um projeto social nomeado “Novos Ventos”. Giovane explicou o nome do projeto e sobre os planos de desenvolvimento.

“Na entrada de Joinville tem um moinho, fizemos uma analogia com os novos ventos para mudar a vida das pessoas por meio do esporte. Já estamos com 120 crianças, o planejamento é terminar o ano com quase 400 crianças. Fico muito feliz que também é um objetivo alcançado. Não consigo conceber um projeto de alto rendimento que não deixe um legado, não tenha desdobramentos”, finalizou.

Há uma expectativa de Giovane de iniciar, em até dois anos, um projeto com categorias de base para dar oportunidades aos jovens e fortalecer o projeto.


Participe dos canais do Itatiaia Esporte:

Leonardo Parrela é repórter multimídia na área de esportes na Itatiaia. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com Globo Esporte, UOL Esporte e Hoje Em Dia, onde cobriu Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.
Leia mais