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COB e CBV entram em acordo no ‘Caso Wallace'; saiba os detalhes

Jogador tem pena reduzida para 90 dias e estará disponível para próxima Superliga Masculina

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) chegou a um acordo com o Comitê Olímpico do Brasil (COB) para encerrar o caso Wallace, oposto do Cruzeiro. A informação foi divulgada pelo Uol e confirmada pela Itatiaia.

Com o entendimento entre as partes, a CBV pagará uma multa ao Conselho de Ética do Comitê Olímpico do Brasil (Cecob). Inicialmente, a entidade que rege o vôlei nacional foi suspensa por seis meses.

A decisão vetava os repasses financeiros e também pedia para que o Ministério do Esporte e o Banco do Brasil, principal patrocinador, não fizessem pagamentos à CBV. A entidade divulgou uma nota comemorando o acordo.

A CBV agradece o empenho de todos os envolvidos em encontrar uma solução consensual. A CBV reafirma que não compactua com atos de incitação à violência, conforme manifestado desde o início. O momento é de retomar os valores do esporte como instrumento de união e não como meio de acirrar rivalidades.

As partes têm a oportunidade de usar esse episódio como instrumento de transformação e educação para o uso responsável das mídias sociais. O voleibol brasileiro vai em busca da excelência, como potência mundial, ao lado dos seus parceiros, do Comitê Olímpico do Brasil e do Ministério do Esporte”, disse a CBV.

Já Wallace havia sido suspenso por cinco anos. Com o novo acordo, o período de afastamento será de apenas 90 dias. Na prática, o jogador não perderá a próxima temporada, já que o período de afastamento será o mesmo das férias do atleta.

O jogador não poderá jogar em torneios de responsabilidade do COB por um ano. Ele ficará fora dos Jogos Pan-Americanos, competição que ele já não seria convocado.

Entenda o caso

Em 31 de janeiro, Wallace publicou uma foto no Instagram em que segurava uma arma em um estande de tiro. Na oportunidade, o jogador perguntou aos seguidores em uma enquete se “dariam um tiro no Lula”.

Após o ato, no dia 3 de fevereiro, Wallace foi suspenso das quadras pelo COB por 90 dias. Com isso, o atleta teria retorno previsto apenas para maio.

Já nas semifinais, contra o São José, Wallace obteve uma liminar do STJD do Vôlei, sendo liberado para jogar. Contudo, segundo apurou a Itatiaia, a decisão chegou ao vestiário apenas dois minutos antes do primeiro jogo, disputado no Poliesportivo do Riacho, em Contagem. A comissão técnica celeste, contudo, optou por não escalá-lo com receio de represálias.

Na final contra o Minas, o Cruzeiro também tinha decidido não utilizar o oposto. No entanto, de última hora ele foi relacionado pela equipe celeste e ficou no banco de reservas. Acionado por Filipe Ferraz, ele marcou o último ponto do jogo.

A permissão dada pela CBV para o atleta atuar na decisão causou grande incômodo no COB, que não reconhecia a liminar do STJD nem o entendimento da Câmara Brasileira de Mediação e Arbitragem.

O descumprimento da determinação do Conselho de Ética do COB gerou as punições mais severas. Desde então, as instituições conversaram para atingir o acordo, o que foi celebrado nesta segunda-feira.

Hugo Lobão é repórter multimídia do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, passou por Hoje Em Dia, Record e Globo Esporte. Amante de esportes olímpicos.
Túlio Kaizer é jornalista esportivo com grande experiência no digital. Foi setorista dos três grandes clubes do futebol mineiro: América, Atlético e Cruzeiro. Cobre também basquete, vôlei, esportes americanos, esportes olímpicos e e-sports.
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