Fernando Meligeni, comentarista, analisou a derrota de
O comunicador, que hoje trabalha no podcast New Balls Please!, ainda comentou sobre a dificuldade do brasileiro de lidar com a derrota dos ídolos, ainda que muito jovens.
“A expectativa sobre ele sempre será grande. Ao se colocar apto para jogar, poucos vão querer ou entender que faltou ritmo e que é normal perder um jogo assim”, iniciou Meligeni, por meio de publicação no Instagram.
“Aqui no Brasil não estamos acostumados a perder… ops, na verdade, já nos acostumamos tanto e estamos tão machucados que não aceitamos a derrota de ninguém. Rapidamente desmerecemos ou atacamos”, completou.
Spizzirri foi dominante contra Fonseca e impôs uma vitória por 3 sets a 1, com parciais de 6/4, 2/6, 6/1 e 6/2. O carioca retornará às quadras para defender um título em fevereiro. A partir do dia 9, João disputará o ATP 250 de Buenos Aires, na Argentina. Foi no país vizinho, em 2025, que Fonseca se tornou o brasileiro mais jovem a ganhar um campeonato de nível ATP.
Análise do jogo
Fernando Meligeni entende que a derrota pode servir para João Fonseca adicionar mais variedade em seu jogo.
“Assim que o jogador acorda, tudo fica um pouco mais claro. A análise é mais acertada, mas vem junto a ressaca do “o que poderíamos ter feito melhor”.
João Fonseca se despediu do Australian Open nesta segunda-feira (20)
“Claramente as pernas acabaram, e o João se sentiu entre meter a mão o mais forte possível para acabar com o ponto ou ficar na condição de ser atacado. Essa segunda forma ele odeia. Hoje ele deve ter percebido a chance perdida, até onde poderia ir, mas, ao mesmo tempo, espero que ele perceba que a melhor parte do jogo quando venceu um set, foi justamente quando jogou diferente do restante da partida”, analisou Fernando Meligeni.
Para finalizar, o ex-tenista o comparou com Carlos Alcaraz, ao citar a maturidade que o espanhol top 1 do mundo atingiu nesta temporada.
“Ontem comentei no New Balls sobre a maturidade tenística do Alcaraz, o quanto ele vem evoluindo taticamente sem perder sua agressividade e variação. Evoluir não tem a ver com deixar de fazer, e sim com fazer na hora certa, de uma forma mais produtiva”, apontou.
“No segundo set, o João variou mais o saque, usou o slice, mudou velocidades e soube “fugir” da pressão sobre a esquerda sem se desesperar, apenas batendo o mais forte possível”, seguiu Meligeni.
João Fonseca em ação no Australian Open
As cartas estão na mesa. Ele vai ter um ano incrível, e essas derrotas servem demais.
Ficamos tristes porque é sempre um prazer e um orgulho vê-lo jogar.
Segue firme, João”, finalizou.