Virou MMA? Lutador mineiro do UFC faz análise de pancadaria em Cruzeiro x Atlético

Vitor Petrino enfrentará Steven Asplund neste sábado (14), no UFC Vegas 114, nos Estados Unidos

Vito Petrino, lutador mineiro do UFC e cruzeirense

Vitor Petrino, lutador mineiro do UFC e torcedor do Cruzeiro, repudiou a pancadaria ocorrida na final do Campeonato Mineiro, no jogo contra o Atlético. O atleta concedeu entrevista exclusiva à Itatiaia às vésperas da luta contra Steven Asplund, neste sábado (14), pela categoria peso-pesado do Ultimate.

Natural de Santa Luzia, o lutador de 29 anos não esconde a paixão pelo Cruzeiro. Inclusive, usa o apelido “Cabuloso” como referência ao clube do coração.

“Sou cruzeirense desde que me entendo por gente. Minha família toda é cruzeirense, meu avô, meu pai, minha mãe, meus irmãos, meus tios. Então, o Cruzeiro sempre esteve muito presente na minha família”, disse.

Pancadaria em Cruzeiro e Atlético

Assim como milhões de cruzeirenses e atleticanos, Vitor assistiu à final do Campeonato Mineiro, no último domingo (11), entre Cruzeiro e Atlético. O lutador ficou feliz pelo título, mas discorda veementemente das comparações da confusão ocorrida no final do jogo com o MMA.

“Não, é totalmente outra coisa. Aquilo foi uma briga, né, cara?”, iniciou.

Petrino fez questão de diferenciar a confusão do Mineirão do esporte que ele pratica e é expert.

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“Eu não defendo briga de maneira nenhuma. Acredito que, se o cara tem interesse em brigar, em sair na mão, procure um esporte de combate. Até porque quem está vendo futebol não quer seguir por esse caminho, não quer ver essa violência”, afirmou.

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Como torcedor de arquibancada, Vitor ainda foi além, ao citar como esse tipo de conduta do jogador de futebol pode incitar a violência e gerar insegurança.

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“Muitas vezes a pessoa está com a mãe, com o filho, com a filha, com a irmã. Quer levar a família para um momento de confraternização, ver um esporte saudável, que é o futebol, justamente no sentido de que não tem violência. Então ninguém quer ver isso. Ainda mais numa final de clássico, em que já existe um clima de animosidade. Há muito preconceito em ir ao estádio por causa do medo da violência, e isso acaba afastando cada vez mais a torcida dos jogos”, afirmou.

O lutador explica que, diferentemente das cenas protagonizadas pelos jogadores no clássico mineiro, o MMA prega o respeito.

Vitor ‘Cabuloso’ Petrino

O apelido “Cabuloso” surgiu ainda nos tempos de MMA amador, quando Petrino trabalhava em uma empresa ao lado de um colega fanático pelo Cruzeiro.

“Ele me falava: ‘Você é cabuloso igual o Cruzeirão’. E aí pegou. Quando fui lutar, todo mundo abraçou. Eu estava numa fase de nocautes seguidos, e o apelido ficou”, explicou o lutador, que atualmente mora e treina em Curitiba.

Apesar da rotina intensa de treinos e viagens, Vitor ainda acompanha o clube sempre que possível. “Meu pai é fanático. Sempre que dá, a gente assiste junto. Claro que com a correria nem sempre consigo ver tudo, mas estou sempre ligado”, contou.

Igor Varejano é jornalista formado pela UFOP. Tem experiência em esportes e cidades no rádio e em portais. Colaborou com Agência Primaz, Jornal Geraes e Rádio Real. Atualmente é repórter do Itatiaia Esporte.

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