Rapper famoso lança campeonato de jiu-jitsu que distribuirá ‘bolada’ como premiação

Artista é faixa azul da “arte suave” e promete competição com lutas por todo o Brasil

Baco Exu do Blues, rapper brasileiro, ao conquistar a graduação na faixa azul de jiu-jitsu

O faixa azul Baco Exu do Blues, rapper baiano, surpreendeu ao anunciar o ‘Não ande com os fracos (NACF)”, um campeonato de jiu-jitsu sem kimono (no-gi), que distribuirá R$ 190 mil em premiação. O anúncio da competição se deu por meio das redes sociais, nessa segunda-feira (23).

Segundo o artista, que tem 3,5 milhões de seguidores, o torneio será no formato Grand Prix (GP) e se estenderá por oito regiões no Brasil.

Cada região terá 8 times, e os dois melhores de cada região avançam para a reta final. Ou seja, além de buscar definir os melhores atletas da modalidade, a intenção é eleger também a melhor academia de jiu-jitsu do Brasil.

O jiu-jitsu ‘no-gi’ é uma variação da ‘arte-suave’ em que os atletas não usam os tradicionais kimonos.

No anúncio da competição, o perfil oficial do NAFC destaca o caráter ancestral do “grappling”, ou seja, a luta agarrada.

“Pinturas rupestres encontradas no Egito, com mais de 5 mil anos, retratam homens em posições que qualquer praticante de jiu-jítsu reconheceria imediatamente: quedas, controles, tentativas de dominação pelo solo. O mesmo padrão aparece na Mesopotâmia, na Grécia, na China, no Japão, civilizações que nunca se encontraram, mas que chegaram à mesma conclusão sobre como o combate humano começa e termina.

Isso não é coincidência; é biologia.

“NACF”, diz o perfil no Instagram.

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Baco Exu do Blues e o jiu-jitsu

Baco se tornou faixa azul de jiu-jitsu em 23 de dezembro de 2025 ao conquistar o ‘AJP Tour Salvador’, ainda como faixa-branca.

Ele pratica a ‘arte-suave’ no ‘Galpão da Luta’, em Salvador. A academia é a mesma onde Jailton ‘Malhadinho’ Almeida, ex-lutador do UFC, construiu a carreira.

Quem é Baco Exu do Blues?

Natural de Salvador e nascido Diogo Álvaro Ferreira Moncorvo, o artista se projetou nacionalmente como rapper em 2017, graças à faixa “Sulicídio”, em que, ao lado de Diomedes Chinaski, ele critica a cena musical dominada por artistas do Sudeste.

Na sequência, lançou álbuns que caíram nas graças do público, como o Bluesman, que lhe rendeu um prêmio no Festival de Cannes, em 2019, e o QVVJFA?, em 2022.

Igor Varejano é jornalista formado pela UFOP. Tem experiência em esportes e cidades no rádio e em portais. Colaborou com Agência Primaz, Jornal Geraes e Rádio Real. Atualmente é repórter do Itatiaia Esporte.

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