Amanda Nunes explicou o por que decidiu recusar a disputa pelo cinturão interino do UFC. Em entrevista à AgFight, a lendária lutadora brasileira explicou que só retorna da aposentadoria para disputar o título regular do Ultimate. Isso ocorreria no último sábado (24), no UFC 324, mas a atual detentora do cinturão da divisão peso-galo, Kayla Harrison, precisou deixar o confronto.
Logo após o adiamento do confronto, surgiu a hipótese de uma disputa por um título interino, contra Norma Dumont, outra lutadora brasileira da categoria. Contudo, Amanda não aceitou.
“Elas (atletas) estão certas (em se colocarem à disposição). Eu já estive lá, sei o que é estar ali querendo lutar pelo título, envolve muita coisa. Mas elas também sabem que não é assim. Existe todo um plano, tem um planejamento entre eu e o UFC. Porque essa luta, eu e Kayla, tem muita coisa envolvida. Não existe cinturão interino, não existe outra oponente para tapar buraco, nada disso. Se a Kayla não voltar, aí sim. É outra história. Vou lutar pelo cinturão (linear). Não luto pelo interino. Depois de fazer tanta coisa na categoria? No UFC? O interino é muito pequeno para tudo que eu represento no MMA feminino”, afirmou ex-campeã.
Quando será a luta contra Kayla?
Questionada sobre quanto tempo ela está disposta a esperar para enfrentar Harrison, Amanda foi direta. Ela quer que a lutadora estadunidense se recupere bem, mas descartou a hipótese de estender a espera para mais de um ano.
“Não, um ano (esperando a Kayla) não. Aí já é muito. Como é que eu vou passar o ano inteiro treinando? Agora vou pisar um pouco o pé no freio, mas continuar mantendo a rotina, tudo direitinho. Corpo forte, mente forte, espírito. Nem o UFC quer que dure tanto assim (a recuperação dela). Ela tem que estar bem para voltar, já. Sei que lesão e cirurgia é uma coisa complicada para voltar, mas espero que ela consiga. Porque eu dependo dela. Quero que ela se recupere bem, porque estou esperando ela. Estou muito bem, a Leoa está de volta, 100% e com fome de vitória. Um ano (de espera) não, tem que ser antes”, projetou.