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Léo relembra conselhos de Rogério Ceni e destaca estrutura do Vasco para o bom momento

Jogador recebeu ofertas do futebol francês, quando ainda atuava pelo São Paulo, mas seguiu no clube por um pedido do ex-treinador

Antes de chegar ao Vasco, Léo quase realizou o sonho de quase todo jogador do futebol brasileiro: atuar na Europa. O camisa 3 foi procurado, nos tempos de São Paulo, pelo Angers-FRA. O negócio só não fechou porque ele era peça-chave na equipe paulista.

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Treinado então pelo técnico Rogério Ceni, Léo foi chamado pelo treinador para entender sua função no elenco. Na época, o São Paulo era finalista da Copa Sul-Americana, em 2022.

Léo foi titular na decisão, mas o time brasileiro acabou derrotado pelo Independiente Del Valle-EQU. Ao final do ano, foi negociado com o Vasco.

“Não liberaram porque todo o grupo tinha um papel importante. Rogério me chamou para conversar, pegou um quadro e desenhou como eu era importante no elenco e na minha função. Não deixaram por causa de um todo. Era a final da Sul-Americana. Foi todo um contexto. Tive duas propostas e participei dessa reunião”, contou Léo exclusivo à Itatiaia.

A decisão mudou os rumos da carreira do defensor. Graças à negativa do São Paulo para o futebol europeu, Léo veio parar no Vasco. Mesmo assim, ele diz que teve vontade de jogar no Velho Continente.

“Tive proposta da França e não vou mentir não porque tenho o sonho de jogar na Europa. Qualquer jogador tem um sonho. Eu estou muito feliz aqui no Vasco. Sou feliz demais aqui. O Vasco foi a escolha acertada, não me arrependo de nada. Aprendi que só temos o que Deus nos dá e o que merecemos”, agradeceu.

Estrutura do Vasco faz a diferença

A escolha pelo Vasco passou a ser um desafio na carreira. No momento em que trocou o São Paulo pelo Cruzmaltino, a equipe carioca ainda era uma incógnita. Recém-promovida da Série B do Brasileiro, o ano de 2023 poderia ser dos mais difíceis.

“Na vida temos que viver desafios. Chega o momento que é preciso fazer escolhas. O futebol é assim. O que me move é ter desafios e ano passado foi o maior da minha vida. Tive responsabilidade de tomar a frente em algumas situações difíceis. Você tem que ter identidade e caráter”, revelou.

Porém, o sucesso no Vasco passa pela evolução do clube. Cada vez mais estruturado e com os vencimentos em dia, o Cruzmaltino tem oferecido um grande ambiente para Léo se desenvolver ainda mais.

“Ano passado tive um ano muito bom na minha carreira. E o Vasco me deu tudo de melhor. Estrutura, salário em dia, tudo melhorou aqui. Mesmo na fase ruim, nunca baixei a guarda. Tanto dentro quanto fora de campo. O clube sempre soube que podia contar com o Léo”, afirmou.

Para ele, a vida e o futebol caminham lado a lado, principalmente para a cabeça do atleta e o legado futuro.

“Eu relaciono muito a vida com o futebol e o futebol com a vida. O futebol daqui a pouco ele passa e você tem que deixar um legado e uma identidade. Tenho certeza que isso vou deixar. Todo mundo sabe quem é o Léo e o caráter do Léo. O importante é nunca perder sua identidade”, explicou.

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Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.
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