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Bruno Guimarães exalta ‘Dinizismo’ na Seleção, estilo que conhece há oito anos

Fernando Diniz foi o primeiro técnico do volante quando ele foi para o profissional, em 2015; ‘dá vontade de treinar o tempo todo’

Fernando Diniz foi o primeiro técnico de Bruno Guimarães quando ele subiu para o profissional do Audaz-SP, aos 16 anos, em 2015. O volante, hoje no Newcastle-ING, conhece portanto há oito anos o chamado “Dinizismo”, o modo do ex-meia dar treinos e montar equipes de futebol.

“Todos estão muito felizes, gostando do novo estilo. É diferente, novo, dá vontade de treinar e quando acaba todos ficam com aquele gosto de treinar mais 15 ou 20 minutos. Esperamos continuar da mesma maneira”, disse Bruno Guimarães em entrevista coletiva na noite deste domingo (10), já em Lima, onde o Brasil encara na terça-feira (12) o Peru, às 23h (de Brasília), pela 2ª rodada das Eliminatórias.

Na semana passada, antes dos 5 a 1 sobre a Bolívia na sexta-feira (8), em Belém, líderes do elenco da Seleção como Danilo, Casemiro e Neymar falaram sobre a surpresa com o estilo de treinamentos e de jogo de Diniz. Sai o posicional, com atletas mais fixos em setores, muito usado na Europa, e entra um estilo de jogo com mais trocas de posição, e liberdade para os jogadores.

“Tempo é fundamental [para entender o estilo de Diniz]. O jeito de sair, de botar mais gente do lado, de criar. Leva um tempo, mas aqui só tem a prateleira A, isso faz a gente pegar rápido. Se faz no clube, imagina na seleção com mais qualidade? Já foi uma amostra do que vem pela frente”, disse o volante, que em 2018 reencontrou Diniz desta vez no Athletico, quando ele estourou de vez e foi vendido ao Lyon-FRA, em 2020.

Bruno Guimarães disse que a ideia de Diniz, e que tem sido passada nas conversas, é de um futebol alege, que pressione e vá para cima do adversário. O plano é que isso se mantenha contra o Peru, mesmo o confronto sendo no estádio Nacional de Lima.

“O Diniz deixa a gente livre para jogar, desempenhar o melhor futebol, mas pede muito o pós-perda. Se um sobe, outro precisa ficar, até mesmo com o Neymar. Temos essa flexibilidade, com muitos perto da bola para triangular, futebol alegre, para cima, de muita tabela, para envolver o adversário”, finalizou o jogador, que espera estar presente em todo o ciclo até a Copa do Mundo de 2026, que será disputada na América do Norte (EUA, México e Canadá).

Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.
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