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Chega de fantasma! Fluminense vence a LDU e conquista a Recopa Sul-Americana

Tricolor sofre com equipe equatoriana, mas Jhon Arias é decisivo, marca duas vezes e garante o título da Recopa Sul-Americana para o time carioca

Acabou o fantasma de Quito. O Fluminense, finalmente, venceu a LDU-EQU em uma grande decisão e é o mais novo campeão da Recopa Sul-Americana. Nesta quinta-feira (29), no Maracanã, o Tricolor sofreu, mas bateu os equatorianos por 2 a 0.

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O herói da conquista foi Jhon Arias, com dois gols marcados na segunda etapa. Pela primeira vez, a LDU vem jogar uma final no Maracanã e volta para a casa sem o troféu.

Segundo troféu continental

O título tricolor garantiu a segunda taça continental para a equipe de Fernando Diniz. A LDU, com o revés, parou em quatro conquistas. Depois de vencer duas vezes o Flu no Maior do Mundo, o fantasma foi jogado para longe.

Arias: o guerreiro tricolor

Assim que Arias fez 1 a 0 para o Fluminense, o Maracanã explodiu. Porém, John Kennedy foi expulso dois minutos depois, deixando o clima tenso no estádio. Mesmo com um homem a menos, o Tricolor foi guerreiro como sua torcida gosta de entoar.

Renato Augusto foi derrubado dentro da área no momento mais crítico da partida. Coube ao colombiano, outra vez, ser o nome do Fluminense. Cobrando a penalidade com perfeição, ele tirou Domínguez da bola e sacramentou a inédita conquista.

Grana no bolso

Com o título da Recopa Sul-Americana, o Fluminense ficou com 1,8 milhão de dólares (R$ 8,91 milhões na cotação). Enquanto a LDU, vice-campeã, levou para casa 900 mil dólares (cerca de R$ 4,46 milhões).

Fluminense morno e sem profundidade

Mais uma vez, a equipe comandada por Fernando Diniz teve um início abaixo da expectativa. Mesmo com o Maracanã ao seu favor e jogando ao nível do mar, o Tricolor deixou a LDU acalmar o jogo e pouco assustou na primeira metade da partida.

Foram raras as chegadas com perigo. Os equatorianos, como esperado, abusaram da cera e da conivência da arbitragem. A última escolha na hora de concluir em gol do Flu estava sempre equivocada.

Cano acertou um bom chute cruzado, que levou perigo para o goleiro Domínguez. O experiente time do Equador soube cozinhar o primeiro tempo e complicar a vida do Fluminense.

Tricolor pilhado

Com a falta do resultado, o que se viu foi um Fluminense extremamente pilhado e nervoso. Os jogadores a cada marcação do árbitro reclamam acintosamente. O técnico Fernando Diniz invadiu o campo ao apito final do primeiro tempo para reclamar dos apenas dois minutos de acréscimos.

As comissões técnicas se estranharam e desceram para o vestiário se ofendendo. Os ânimos estavam muito exaltados ao final da primeira etapa.

O iluminado Jhon Arias

Vendo o time inoperante, Fernando Diniz voltou a alteração e com o nome mais ovacionado pelos tricolores para o segundo tempo: John Kennedy. Herói da Copa Libertadores, o camisa 9 entrou para tentar repetir o feito. Nos primeiros dez minutos, ele já levou perigo.

Porém, quem tirou o grito entalado na garganta tricolor foi Jhon Arias. Um dos principais nomes da conquista da Copa Libertadores, o camisa 21, de cabeça, completou com extrema categoria um cruzamento perfeito de Samuel Xavier.

Quando o duelo parecia que se encaminhava para mais uma conquista dos equatorianos, o camisa 21 explodiu o Maior do Mundo.

E novamente tudo parecia perdido, após a expulsão de John Kennedy, Renato Augusto sofreu pênalti. E Jhon Arias, não podia ser diferente, chamou a responsabilidade e cobrou com perfeição. A Recopa Sul-Americana é do Fluminense.

Um barril de pólvora chamado John Kennedy

Não tem como explicar o que se passa na cabeça de John Kennedy. Ele jogou pouco mais de 30 minutos. Exatos dois minutos após Arias incendiar o Maracanã, em um lance totalmente infantil, pisou forte em Zambrano. O árbitro não hesitou e expulsou o camisa 9.

Assim como na final da Copa Libertadores, ele que retornava de suspensão, mais uma vez recebeu o cartão vermelho. Apesar de muita reclamação e conferência no VAR, o cartão foi confirmado e o Flu ficou com um a menos em seu melhor momento.

Clássico pela frente

Classificado para a fase final do Campeonato Carioca, o Fluminense encerra a participação na primeira fase diante do Botafogo, no domingo (3), no Maracanã, às 16h (de Brasília). O Tricolor quer a vitória para se manter, pelo menos, na vice-liderança.

Já a LDU fará o seu primeiro jogo pelo Campeonato Equatoriano diante do Macará, no Estádio Casa Blanca, na segunda-feira (4), às 21h (de Brasília).

Fluminense 2x0 LDU-EQU

Fluminense

Fábio; Samuel Xavier (Guga), Thiago Santos, Felipe Melo (John Kennedy) e Diogo Barbosa (Marcelo); André, Martinelli e Paulo Henrique Ganso (Renato Augusto); Arias, Keno (Douglas Costa) e Cano. Técnico: Fernando Diniz.

LDU-EQU

Alexander Domínguez; Quintero, Adé, Mina e Quiñónez; Pioivi, Zambrano (Estrada), González (Azulgaray), Valverde (Villamil) e Estupiñan (Julio); Jan Hurtado (Alex Arce). Técnico: Adrián Gabbarini.

Gols: Arias (aos 31min do segundo tempo e aos 44min do segundo tempo) para o Fluminense
Cartão amarelo: Thiago Santos (FLU); Quintero (LDU)
Cartão vermelho: John Kennedy, aos 33 minutos do segundo tempo, Samuel Xavier e Diogo Barbosa, aos 47 do segundo tempo, do Fluminense
Motivo: Segundo jogo da final da Recopa Sul-Americana
Local: Maracanã, Rio de Janeiro
Renda e público: R$ 5.897.327,50/56.050 pagantes
Data e hora: 29 de fevereiro de 2024, às 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Facundo Tello (ARG)
Assistentes: Ezequiel Brailovsky (ARG) e Gabriel Chade (ARG)
Arbitro de vídeo: Mauro Vigiliano (ARG)

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Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.
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