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São Paulo: Justiça nega recurso e impõe voto híbrido em reunião que pode afastar Casares

Impeachment do mandatário será pautado na sexta, 16, às 18h30 (de Brasília)

Julio Casares em vídeo no qual rebate acusações de John Textor

A Justiça de SP rejeitou nesta quarta-feira (14) o recurso apresentado pelo São Paulo e determinou voto híbrido (presencial ou virtual) na reunião do Conselho Deliberativo que pode afastar provisoriamente o presidente Júlio Casares. O impeachment do mandatário será pautado na sexta (16), às 18h30. O clube pedia que o tema fosse tratado integralmente de maneira presencial.

Em despacho publicado da 1ª Câmara de Direito Privado, a juíza Mônica Rodrigues Dias de Carvalho indeferiu o agravo de instrumento protocolado pelo São Paulo por não vislumbrar “verossimilhança das razões invocadas” pelo clube.

Na segunda-feira (12), a juíza Luciane Cristina Silva Tavares, da 3ª Vara Cível do Foro Regional do Butantã, deferiu parte de uma ação judicial movida por conselheiros de oposição e determinou que o voto dos membros do Conselho Deliberativo fosse realizado de maneira híbrida.

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O recurso protocolado pelo São Paulo nesta terça-feira, 13, alegava que o voto híbrido ignora o preceito do mínimo necessário para o acusado exercer o contraditório e a ampla defesa de Casares.

O São Paulo também reforça a necessidade da manutenção do quórum mínimo de 75% do Conselho Deliberativo, estabelecido pelo estatuto do clube, para votar o afastamento do presidente. Porém, Mônica de Carvalho também manteve a interpretação de Luciane Cristina Tavares, que elucidou ser necessário 75% de presença dos membros para a instalação da reunião. Já a destituição acontece com dois terços dos votos.

Casares é alvo de investigação em inquérito da Polícia Civil que apura um suposto esquema de desvio de verbas do clube. Ele perdeu apoio político após o caso vir à tona, mas descartou renunciar e garante que vai provar sua inocência.

Impeachment no São Paulo

O procedimento foi aberto por um pedido com 57 assinaturas (o mínimo era de 50). Casares teve respaldo do Conselho Consultivo, que emitiu parecer contrário ao impeachment. Na prática, o documento não é determinante, mas serve para embasar a discussão dos votos.

Se houver, no mínimo, dois terços dos votos, Casares é afastado provisoriamente. Em até 30 dias após a votação do Conselho, uma Assembleia Geral de sócios do clube deverá ser instituída para ratificar a decisão do Conselho Deliberativo. Nesta instância, basta maioria simples.

Se Casares for afastado no Conselho e pela Assembleia, ele é também banido do clube. Já em caso de renúncia, ele se mantém no Conselho Consultivo. Essa última situação é semelhante ao que viveu o ex-presidente Carlos Miguel Aidar. Em 2015, ele deixou o cargo, sob acusações de desviar recursos do clube.

Com agência

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