João Martins, auxiliar técnico de Abel Ferreira, fez duras críticas ao gramado de São Januário, palco da derrota do
O profissional, que assumiu comando do time diante da suspensão de Abel, disse que o campo parecia ter uma “plantação de batatas” por baixo. Além disso, ressaltou que o Vasco teve 11 dias de preparação para enfrentar o Palmeiras, que entrou em campo na final do Campeonato Paulista no último final de semana.
“Eu estava a torcer pelo Vasco no Campeonato de Carioca para o Vasco ter jogado há dias como nós. Infelizmente não conseguiu chegar à final. Outras equipes, isso aconteceu. E também foi igual ao segundo tempo, uma equipe parada, porque não há milagres. Uma equipe mudou de treinador, de uma energia extra e há 11 dias que não competia. Num campo pesadíssimo, parece que jogaram ontem neste campo, mas já não jogavam há 11 dias e vamos continuar a falar de sintéticos. Enquanto a CBF não tomar uma atitude, na televisão não dá para ver, mas por baixo do campo parece que plantaram batatas”, opinou João Martins, que ironizou os debates sobre gramados sintéticos.
“O campo é de altos e baixos, quase de meio metro. Mas pronto, isso é o que é, é o futebol raiz. Estamos em 2026 e há coisas que não mudam, mas a culpa é do sintético. No domínio, tivemos um jogo pesadíssimo, onde a bola não andava. No primeiro tempo, a bola não andava. Depois, começou a chover, tornou-se um pequeno batatal”, continuou.
Para João Martins, o Palmeiras piorou no segundo tempo e sofreu a virada por estar abaixo fisicamente. A derrota significou a perda da liderança do Campeonato Brasileiro.
“Se tivéssemos uma varinha mágica, tínhamos feito as restrições ao intervalo, duas ou três, por mais energia. Isso que faltou. Foi mesmo por falta de lucidez e a parte física influenciou muito. Mas é o que é, o futebol brasileiro é assim, já estamos aqui há cinco anos e meio. O que temos que fazer é continuar a trabalhar”, disse.
João Martins ainda falou mais sobre o estado do gramado de São Januário e sustentou as críticas.
“Os jogadores do Vasco também devem querer melhores condições. Eles não ficam contentes com estas condições. Mas é o que é. Vamos continuar a falar de sintéticos, que é o que vende. Porque os gramados do Brasil é um pouco disto. E não é por falta de investimento. As gramas já devem ter os seus 20, 25 anos. Nunca alteraram os gramados, nunca alteraram os tapetes. O solo deve ser, há 40 anos, o mesmo. E as coisas não evoluem”, afirmou.
“Eu venho de um sítio onde o investimento é gigante nesta área. Pode ser que os espetáculos evoluam, que a bola ande rápido, intenso. A bola não anda. É pesado, é duro, é preciso fazer muita força para correr. E isso faz toda a diferença na qualidade. E depois pagamos caro, há dois dias estivemos num. Hoje estamos noutro. Precisamente no segundo tempo, pagámos caro”, seguiu, lembrando do gramado de Novo Horizonte, na final do Paulistão.
O Palmeiras enfrenta o Mirassol neste domingo (15), às 18h30, pela sexta rodada do Brasileirão. A partida significará o retorno do Verdão ao Allianz Parque, que reformou o gramado sintético e está liberado para jogos.