Logo após a conquista do
Segundo o camisa 11, o discurso antes da partida foi direto: o elenco precisava aproveitar a oportunidade para encerrar o jejum de títulos do clube.
“Feliz. Pé quente, graças a Deus. Eu falei em algumas entrevistas: pelo tamanho do Cruzeiro, ele não pode ficar tanto tempo assim sem ganhar título. Então estou muito feliz por isso. A torcida merecia esse título, grupo, a comissão, a presidência, então estou muito feliz. Eu falei no vestiário, antes do jogo, que hoje a gente tinha um objetivo muito claro, que era ser campeão e trazer o troféu para o nosso vestiário. E, graças a Deus, daqui a pouco vamos estar lá no vestiário e o troféu vai estar lá.”
O meia também afirmou que a conquista encerra uma “zica” recente e destacou que o grupo já precisa voltar o foco para os próximos compromissos da temporada.
“Hoje, a gente quebra essa ‘zica’. Essa ‘zica’ caiu. Nos dá confiança para o resto da temporada. Eu falei que temos pouco tempo para comemorar, porque amanhã já tem que treinar, na terça já tem viagem, porque quarta-feira temos um jogo muito importante em uma competição que precisamos pontuar.”
Gerson ainda comentou sua situação física recente. O jogador explicou que vinha de um período parado e revelou ter enfrentado um problema no joelho antes da decisão.
“Eu estava há um mês e pouco parado. Isso não é desculpa, obviamente. Estou me esforçando muito para estar no meu alto nível o mais rápido possível. Acabou que, no penúltimo jogo, eu tive um problema no joelho e não queria ficar fora da final. Eu trabalho muito. Trabalho muito, assim como todos os meus companheiros. Esse título foi muito importante para nós.”
Na análise do meia, o Cruzeiro foi superior durante o clássico e conseguiu impor seu estilo de jogo diante do rival. Kaio Jorge foi o autor do gol do título.
“O futebol é engraçado, né. Se você parar para olhar, há alguns dias atrás nem na zona de classificação estávamos. Acabamos com a melhor campanha, e hoje ganhamos um clássico jogando bem. No meu modo de ver, jogamos o tempo todo. Nosso adversário não teve chance clara, a gente impondo nosso ritmo de jogo, o que estamos fazendo no treino. O tempo está dizendo. Temos grandes coisas para fazermos juntos: jogadores, comissão, a diretoria e a torcida, que, quando joga junto, fica mais fácil.”
Tite
Questionado sobre a conquista em meio ao trabalho do técnico Tite, Gerson ressaltou a força coletiva do elenco.
“Para o Tite, não. Para todos. Aqui é um grupo, estamos todos juntos. Quando está ruim, está ruim para todos. Quando está bom, está bom para todos. É um título muito importante para todos, que dá confiança para o resto da temporada. Um passo de cada vez. No Campeonato Mineiro, já conseguimos nosso objetivo maior. Agora, temos que dar seguimento nas outras competições.”
O meia também destacou a qualidade e a dedicação do elenco celeste.
“São muitos jogadores qualificados. Além da qualidade, são jogadores dedicados. Aqui, não temos vaidade. Por isso falo que o grupo merece. Jogadores qualificados. Quem ganha com isso é o Cruzeiro.”
Pedido de desculpas pela confusão
Pouco antes do apito final, jogadores dos dois times se envolveram em uma confusão no gramado, com cenas lamentáveis de pancadaria. Gerson pediu desculpas pela cena e explicou que o episódio ocorreu no calor da emoção.
“Aqui é cada um defendendo o seu. Pedi desculpas à todos, porque a gente é exemplo para muitas crianças, para muitas pessoas. Tinham muitas crianças vendo pela televisão um final de jogo nada bonito. Infelizmente, aconteceu o calor da emoção. A gente tá defendendo o nosso. Acabou que Everson se enrolou com Christian ali, e a gente foi lá para chegar. Acabou que o banco adversário veio e deu essa confusão toda. Um final que não é digno do espetáculo que tinha que ser hoje, mas aconteceu. Peço desculpas. Já aconteceu, não volta mais atrás. A única coisa que posso fazer é pedir desculpas”, finalizou.
Confusão após o jogo
A finalíssima do
Toda a treta começou numa dividida entre Everson e Christian, em que o goleiro atleticano não gostou da chegada do meio-campista. Em sequência, o restante dos jogadores, incluindo reservas, entraram em rota de colisão ao redor de todo o campo.
Matheus Henrique chegou à área rival dando um soco no camisa 1, que foi empurrado em direção à trave por Lucas Romero — e chegou a se chocar com o poste. Os jogadores começaram a se debater dentro do gol do Atlético.
Alan Franco e William trocaram golpes dentro da meta. Ao lado, Wallace, Gabriel Delfim, Cássio, Scarpa e mais jogadores seguiram brigando. Já no meio do campo, Lyanco e Gerson aumentaram a pancadaria, com Cássio acertando um chute no zagueiro depois.