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Carpini estreia no comando do Fortaleza e dá explicações por resultado amargo

Treinador revelou o que precisa neste início de temporada e disse não se sentir pressionado

Técnico Thiago Carpini durante coletiva de apresentação no Fortaleza

O técnico Thiago Carpini justificou o empate sem gols do Fortaleza diante do Ferroviário-CE, neste início de temporada 2026, em partida válida pela 2ª rodada do Campeonato Cearense. O confronto marcou a estreia do treinador no comando do Leão do Pici.

Apesar de atuar com um jogador a mais desde o primeiro tempo, após a expulsão de Bruno, do Ferroviário, o Fortaleza não conseguiu aproveitar a superioridade numérica. Para Carpini, o contexto do início de trabalho e o curto período de preparação ajudam a explicar o desempenho da equipe.

“É uma mudança de comando, foram cinco treinos. Preciso de tempo para conhecer o que tenho na mão. Preciso ter atletas à disposição. Preciso ter dois zagueiros no elenco para jogar. Preciso ter informação e tempo para os atletas assimilarem. O resultado é o que menos importa”, afirmou o treinador.

Para a partida, Carpini optou por improvisar o volante Rodrigo na zaga, decisão que também foi explicada pelo após o jogo. Segundo ele, a escassez de opções para o setor defensivo é um dos principais desafios enfrentados neste início de temporada.

“É um início de temporada. A gente enfrenta ainda algumas dificuldades. Dentre elas, a questão do zagueiro, é uma necessidade. O Brítez ainda não reúne condições. Passou por cirurgia no fim do ano passado e ainda se recupera”, explicou.

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Carpini afirmou ainda não carregar o peso pelo rebaixamento do Fortaleza na última temporada e reforçou que entende as cobranças naturais da torcida e da imprensa, mas pediu tempo para que o trabalho possa apresentar resultados mais consistentes.

“Eu não chego pressionado porque, os fatores que aconteceram para trás, eu não fiz parte dessa história. Eu tô escrevendo agora a minha história com o Fortaleza. Então, eu não me sinto pressionado com isso. É daqui para frente”, disse.

“Deixa meu trabalho fluir, deixa meu time encaixar, deixa as coisas funcionarem. E aí, são pertinentes e naturais, os questionamentos, as dúvidas e as opiniões. E a gente respeita muito. Mas, para trás, acho que não posso me sentir pressionado, porque eu não participei”, concluiu.

O Fortaleza volta a campo nesta quinta-feira (15), às 20h30 (de Brasília), contra o Quixadá, pela 3ª rodada do Campeonato Cearense. O mando de campo é do Leão do Pici, mas a partida será realizada no Estádio Presidente Vargas.

Lincoln Oriaj é correspondente da Itatiaia em Salvador e cobre o futebol do Nordeste. Além de contar histórias sobre o esporte na Bahia, possui experiência com cobertura de grandes festas como Carnaval e São João. Antes da Itatiaia, fez a ASCOM do Botafogo/BA e colaborou em TVE, ge.globo e Jornal A TARDE.

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