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Raphinha, duas vezes, e Lewandowski marcaram para o Barça, enquanto Vini Jr. e Gonzalo fizeram os gols madridistas.
Com a conquista, os blaugranas se isolam ainda mais no ranking de títulos do torneio. Essa foi a 16ª taça do time catalão na Supercopa, o maior campeão dentre as 42 edições até esta temporada.
Os merengues estão na segunda colocação de vencedores da competição, com 13 conquistas.
Olhando apenas para o atual formato da competição, realizada com quatro equipes desde 2020, ambos os times somam três títulos cada, entre sete edições — o Athletic Bilbao venceu uma vez.
Próximas partidas
Os gigantes voltam a campo agora pelas oitavas de final da Copa do Rei, em partida única. Na quinta-feira (15), às 17h (de Brasília), o Barça enfrenta o Racing Santander, fora de casa. Já o Real encara o Albacete, na quarta (14), às 17h, também fora de casa.
Começo morno na decisão
A final começou muito truncada, com diversos passes errados e divididas no meio do campo. O Barcelona dominou a posse de bola e ocupou o ataque desde o início, mas com dificuldade para encontrar espaços na defesa do Real.
No contra-ataque, os madridistas tentavam acionar Vini e Rodrygo em velocidade pelos lados do campo. Em uma dessas escapadas, Gonzalo recebeu de Vini em profundidade, invadiu a área e, mesmo bem marcado, bateu rasteiro para defesa de Joan García.
Os minutos finais do primeiro tempo, porém, foram completamente abertos: incríveis 4 gols em 15 minutos.
Brasileiros brilham na Arábia Saudita
Aos 33 minutos, passe sensacional de trivela de Lamine Yamal para Raphinha, na cara do gol, mas ele pegou muito mal e jogou rasteiro para fora. O camisa 11, entretanto, se redimiu três minutos depois. Ele recebeu de Fermín na intermediária, avançou até a área e bateu cruzado, no cantinho de Courtois.
O Real respondeu com um golaço de outro brasileiro. Aos 46, Vini foi acionado por Gonzalo na lateral esquerda, deu uma caneta em Koundé para invadir a área e bateu de perna direita, sem chances para García.
Gonzalo García e Vini Jr., do Real Madrid, na Supercopa da Espanha
Gol de um lado, gol do outro — e tudo nos acréscimos
Logo na saída de bola após o gol do Real, o Barça foi ao ataque e Pedri, da intermediária, enxergou Lewandowski livre entre os zagueiros do rival. O polonês recebeu sozinho na área e tocou de cavadinha sobre Courtois, golaço!
Acabou por aí? Que nada! Rodrygo cobrou escanteio para a área aos 49, Huijsen testou na junção da trave com o travessão, a bola voltou e Gonzalo desviou em direção ao gol — ela ainda tocou novamente no poste superior e entrou.
Lewandowski comemora gol do Barcelona na Supercopa da Espanha
Segundo tempo lá e cá
Depois da chuva de gols no fim do primeiro tempo, a etapa complementar começou mais aberta para os dois lados. O Real teve boa chance com Vini, que arrancou da esquerda para dentro e bateu forte de fora da área, García deu rebote e o próprio camisa 7 tentou de novo, mas isolou.
O Barça respondeu com Raphinha em cobrança de falta na meia-lua: o brasileiro levantou a bola sobre a barreira, porém acima da meta rival. Aos 25 minutos, Koundé cruzou rasteiro para a marca do pênalti, Yamal completou de carrinho e obrigou linda defesa de Courtois.
Alô, Ancelotti: mais um gol brasileiro
Pressão do Barcelona no ataque, Raphinha recebeu de Dani Olmo na área, levou para a meia-lua e, caindo, bateu de perna direita. A bola desviou na canela de Asencio e encobriu Courtois. Barça na frente de novo aos 28 minutos.
Raphinha comemora gol sobre o Real Madrid na Supercopa
Cartão vermelho e emoção nos minutos finais
Os blaugranas até podiam aumentar seis minutos depois, com Dani Olmo, mas o meia isolou. A desvantagem fez Xabi Alonso acionar Mbappé no Real Madrid após 20 dias de ausência.
Nos acréscimos, Frenkie de Jong cometeu falta no camisa 10 do Madrid, com as travas da chuteira acima da chuteira: cartão vermelho direto para o capitão do Barça. Ainda deu tempo para os merengues criarem duas chances.
Jogada coletiva na grande área e a bola sobrou para Carreiras, livre, na marca do pênalti, finalizar. O lateral mandou rasteiro nas mãos de Joan García. Aos 50 minutos, escanteio para a área e Alaba subiu mais alto que todo mundo para cabecear, novamente o goleiro do Barcelona buscou.