Ouça a rádio

Ouvindo...

Times

São Paulo barra sala, e Abel Ferreira não concede entrevista coletiva após clássico

Tricolor alega que dá tratamento recíproco ao recebido no Allianz Parque, e Palmeiras rebate

A rivalidade acirrada entre São Paulo e Palmeiras extrapolou o campo do MorumBis, neste domingo (3). Alegando tratamento recíproco, a diretoria do Tricolor vetou o uso da sala de imprensa para que o técnico Abel Ferreira concedesse entrevista coletiva após o empate em 1 a 1, que rendeu polêmicas sobre a arbitragem.

Em nota divulgada, o São Paulo afirmou que disponibilizou a zona mista para a realização das entrevistas e criticou as condições que foram dadas para uma entrevista coletiva do então técnico Dorival Júnior, no ano passado, em uma sala anexa do Allianz Parque (veja texto completo abaixo).

Do outro lado, o Palmeiras alega que foi informado de última hora da decisão. Tanto que já tinha montado a sala, com o painel de particionadores, para o técnico Abel Ferreira falar.

O clube alviverde também alega que houve desrespeito do São Paulo desde antes de o jogo começar. Foi alegado que uma caixa de som, por exemplo, ficou voltada para os vestiários da equipe, com um som alto.

Nesse guerra de versões, jogadores e comissão técnica do Palmeiras saíram sem falar. O único que concedeu entrevista foi o meia Raphael Veiga, que falou rapidamente.

Posicionamento do São Paulo

“O São Paulo Futebol Clube esclarece que, por reciprocidade, disponibilizou a zona mista do MorumBIS para a realização das entrevistas da Sociedade Esportiva Palmeiras. A utilização ou não do espaço fica a cargo do clube visitante.

Vale ressaltar que, na última partida disputada no Allianz Parque, o São Paulo precisou realizar a entrevista coletiva em um pequeno espaço anexo à zona mista do estádio, local de passagem de muitas pessoas, que dava acesso ao vestiário dos gandulas, sem direito a fixar adequadamente o backdrop com os patrocinadores.

Os jornalistas, inclusive, ficaram sentados no chão e sem o sistema de som ideal para a realização do trabalho de todos os envolvidos.”

Posicionamento do Palmeiras

“Fomos informados pelo São Paulo, somente após o jogo deste domingo, que não haveria sala para a realização da entrevista do técnico Abel Ferreira - o backdrop com os patrocinadores do clube já estava, inclusive, instalado na sala de coletivas do Morumbi.

Como o mandante não nos ofereceu nenhuma alternativa (nem mesmo a área da zona mista), a coletiva do treinador teve de ser cancelada. O argumento usado pelo São Paulo (“reciprocidade”) não condiz com a verdade, já que o Palmeiras, quando mandante, sempre oferece um espaço para a entrevista do treinador adversário.

Relatamos o ato de hostilidade à Federação Paulista de Futebol e esperamos que providências sejam tomadas.”

Brenno Costa é jornalista multimídia formado pela Universidade Católica de Pernambuco e pós-graduado em comunicação e marketing pela Estácio. Atualmente, é correspondente da Itatiaia em São Paulo. Antes, trabalhou na Folha de Pernambuco, Diario de Pernambuco/Superesportes e no Globo Esporte.
Leia mais