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Botafogo supera pior marca da história e encerra ano com mais um vexame

Fora da fase final do Campeonato Carioca, Alvinegro enche torcida de esperança no primeiro turno do Brasileirão, mas encerra temporada com postura apática

Botafogo Internacional - Campeonato Brasileiro

Jogadores do Botafogo na partida contra o Internacional, no encerramento do Campeonato Brasileiro

Vítor Silva/Botafogo

O Botafogo perdeu para o Internacional, nesta quarta (6), e encerrou a temporada de maneira melancólica. Com um aproveitamento de time rebaixado no segundo turno do Brasileirão, o Alvinegro viu o título escapar, terminou fora do G4 e irritou a torcida com atuações apáticas.

Os 11 jogos sem vitórias estabeleceram um recorde negativo, o qual não havia sido alcançado nem mesmo na pior campanha da história do clube na Série A, que terminou com a queda para a Série B em 2020.

Com exceção do primeiro turno espetacular sob comando de Luís Castro, o Botafogo flertou com frustração - ou a alcançou, de fato - durante toda a temporada. A começar pela participação no Campeonato Carioca, no qual ficou atrás do Volta Redonda, não classificou para a fase final e precisou disputar a Taça Rio, com o capitão Marçal recebendo o troféu com um sorriso amarelo.

Na Copa do Brasil, o time evitou uma queda ainda mais vergonhosa com um gol nos acréscimos, empatando com o Sergipe e avançando na competição. Na sequência, eliminou os modestos Brasiliense e Ypiranga antes de cair, nos pênaltis em casa, para o Athletico, após ter aberto o confronto vencendo por 2 a 0 e sofrendo a virada para 3 a 2 na Arena da Baixada.

A campanha do Brasileirão fez a participação da Copa Sul-Americana, com o time, muitas vezes com reservas ou sem o mesmo ímpeto, até onde foi possível. A eliminação para o Defensa y Justicia, da Argentina, foi marcada pela decisão da comissão técnica de escalar reservas no jogo de ida, no Nilton Santos.

No Brasileirão, a pontuação alcançada no primeiro turno deu uma ampla gordura ao time, a qual foi toda desperdiçada. E da forma mais dramática e dolorida ao torcedor possível. Como havia acontecido na Copa do Brasil, o time sofreu viradas relâmpagos contra Palmeiras e Grêmio, concorrentes diretos.

Os gols sofridos nos minutos finais, contra Santos e Coritiba, por exemplo, com uma equipe atuando de forma apática em campo, longe do esperado para um time que, apesar do desempenho, ainda estava matematicamente na disputa pelo título, também foram golpes duros em uma equipe que mostrou-se mentalmente frágil.

Diante disso, o Botafogo inicia o trabalho visando 2024 do zero. Tiago Nunes, última cartada da diretoria após seguidos erros ao longo da temporada, terá uma difícil missão diante de tamanha falta de confiança dos atletas que seguirem no clube, das carências do elenco que foram expostas e do difícil calendário que a equipe terá.

Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.
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