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Além de anulação de multas em mansão, Neymar pediu que prefeitura se retratasse

Para os advogados de Neymar, houve abuso de poder e ilegalidade na ação do poder municipal; jogador recebeu R$16 mi em multas

No processo judicial contra a Prefeitura de Mangaratiba, no qual pede anulação das multas que somam quase R$16 milhões, o atacante Neymar pediu que o município se retratasse publicamente devido à exposição do caso.

A informação é do colunista Diego Garcia, do UOL. Segundo os advogados de Neymar, houve abuso de poder e ilegalidade na ação do poder municipal.

Em junho, a construção de um lago artificial na mansão de Neymar em Mangaratiba, no Rio de Janeiro, foi interditada devido a diversas infrações ambientais. Após investigações, o jogador levou quatro multas, que somam o montante de R$ 16 milhões.

O caso foi amplamente divulgado na época. Um vídeo mostrando o pai do craque, Neymar da Silva Santos, recebendo voz de prisão por desacatar uma servidora da Secretaria de Meio Ambiente de Mangaratiba, chegou a viralizar nas redes.

A defesa do atacante alegou que houve vícios na qualificação dos autos de infração e citaram que houve uma “espetacularização midiática” do caso. Além disso, a equipe jurídica de Neymar afirma que o processo foi instaurado sem provas.

Entenda o caso

A obra da mansão de Neymar em Mangaratiba, no Rio de Janeiro, foi interditada em junho desse ano, em uma ação conjunta da prefeitura da cidade com a Polícia Militar Ambiental, a Polícia Civil e agentes do Grupamento de Proteção Ambiental. A ação foi realizada após denúncias nas redes sociais que mostravam uma grande obra sem autorização ambiental na mansão do jogador.

Segundo a Prefeitura, diversas infrações ambientais foram descobertas pela equipe, como desvio de curso de água, captação de água em rio sem autorização, captação de água para lago artificial, terraplanagem, escavação, movimentação de pedras e rochas sem autorização e aplicação de areia de praia sem autorização ambiental. No entanto, mesmo sendo interditado, Neymar inaugurou a obra e chegou a mergulhar no lago.

A princípio, a Prefeitura de Mangaratiba havia informado que a multa seria de R$5 milhões, mas o valor foi aumentado para R$16 milhões devido à gravidade das infrações ambientais. A procuradora-geral da cidade, Juraciara Souza Mendes da Silva, determinou os valores das multas depois de analisar o relatório de vistoria feito pela equipe de fiscalização ambiental com o auxílio de profissionais especializados, como engenheiros, biólogos e oceanógrafos.

Veja o valor de cada multa:
  • Realização de obra passível de controle ambiental sem autorização: R$ 10 milhões;

  • Movimentação de terras sem autorização: R$ 5 milhões;

  • Descumprimento de embargo imposto (o jogador mergulhou no lago depois de interditado): R$ 1 milhão;

  • Supressão de vegetação sem autorização: R$ 10 mil.

No relatório, de 46 páginas, constam outras infrações que foram constatadas na propriedade do jogador estão, como desvio de curso de água, captação de água de rio sem autorização, captação de água para lago artificial, terraplanagem, escavação, movimentação de pedras e rochas sem autorização e uso de areia de praia sem autorização ambiental.

Jornalista formada pela PUC Minas. Mineira, apaixonada por esportes, música e entretenimento. Antes da Itatiaia, passou pelo portal R7, da Record.
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